Política Unionistas da Irlanda do Norte não apoiam novo plano do Brexit de Boris Johnson

Unionistas da Irlanda do Norte não apoiam novo plano do Brexit de Boris Johnson

Os unionistas da Irlanda do Norte dizem que "não podem apoiar" o acordo nos moldes em que este está a ser negociado entre Londres e Bruxelas.
Unionistas da Irlanda do Norte não apoiam novo plano do Brexit de Boris Johnson
Reuters
Tiago Varzim 17 de outubro de 2019 às 07:56
Os unionistas da Irlanda do Norte (DUP) rejeitam apoiar o acordo que está a ser negociado entre o Governo britânico e a União Europeia, que prevê que se crie uma fronteira aduaneira no mar da Irlanda. 

O anúncio foi feito em comunicado esta quinta-feira, 17 de outubro, por Arlene Foster, a primeira-ministra da Irlanda do Norte, e o deputado Nigel Dodds: "Tal como está [o acordo], não podemos apoiar o que está a ser sugerido em termos aduaneiros", afirma o DUP, referindo que há "falta de clareza" quanto ao tratamento do IVA. 

Ainda assim, os unionistas não rejeitam por completo a possibilidade de virem a aceitar um novo acordo. "Iremos continuar a trabalhar com o Governo para tentar ter um acordo sensato que funcione para a Irlanda do Norte e proteja a integridade económica e constitucional do Reino Unido", lê-se no comunicado.

O primeiro-ministro britânico precisa dos votos dos 10 elementos do DUP para ter hipóteses de conseguir aprovar no Parlamento o potencial acordo que venha a firmar no Conselho Europeu que arranca esta quinta-feira.

Além disso, Boris Johnson também necessitará do apoio dos deputados conservadores que expulsou por causa da votação na Câmara dos Comuns que impede uma saída sem acordo a 31 de outubro. Acresce que terá de persuadir os deputados do próprio partido que são mais eurocéticos.

As negociações entre Londres e Bruxelas deverão continuar hoje e prolongar-se até que haja um acordo que possa ser aprovado pelos chefes de Estado que vão estar reunidos até sexta-feira, 18 de outubro.

Em reação à notícia, de acordo com a Reuters, a libra desvalorizou mais de 0,6% face ao dólar e mais de 0,5% face ao euro, mas entretanto já recuperou parte dessas perdas.



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