Política Zorrinho: "Os eleitores do PS não perdoarão uma troca dos seus votos por cargos de poder"

Zorrinho: "Os eleitores do PS não perdoarão uma troca dos seus votos por cargos de poder"

Carlos Zorrinho, antigo ministro e actual eurodeputado, é mais um socialista a demarcar-se de António Costa. Diz que os resultados eleitorais do PS ficaram abaixo dos objectivos e que o partido deve usar os votos recebidos para concretizar melhorias concretas na vida do país, e não trocá-los por cargos de poder.
Zorrinho: "Os eleitores do PS não perdoarão uma troca dos seus votos por cargos de poder"
Negócios 14 de outubro de 2015 às 17:40

Carlos Zorrinho, antigo ministro e actual eurodeputado socialista, diz que os resultados eleitorais do PS ficaram abaixo dos objectivos e de expectativas legítimas e que o partido deve usar os votos que recebeu para concretizar melhorias concretas na vida do país, tentando influenciar o curso da governação, e não trocá-los por cargos de poder.

"As legislativas de 2015 foram atípicas. O PS não clarificou a escolha e não conseguiu afirmar nenhuma bandeira mobilizadora. Os resultados obtidos, abaixo dos objectivos e das expectativas legítimas face aos últimos quatro anos de profundo retrocesso económico e social, reflectem essa incapacidade de definição clara de uma alternativa estratégica", escreve Zorrinho no Público.


Perante esses resultados, que deram a vitória à coligação PSD/CDS, "no imediato, a prioridade do PS deve ser demonstrar competência na representação dos mais de 1,7 milhões de votos recebidos". "Os eleitores que confiaram no PS não perdoarão uma troca dos seus votos por cargos de poder. Esperarão, antes, o uso desses votos para concretizar melhorias concretas na vida do país e nas suas vidas. Deve ser essa a linha condutora das negociações em curso", defende.

Mais a prazo, no congresso a realizar após as eleições presidenciais de Janeiro, diz que o PS terá de fazer uma outra escolha mais de fundo. "Quererá o PS amarrar-se às categorias políticas tradicionais e ser o líder da casa comum das esquerdas ou ousará assumir-se como o grande partido progressista do sistema político português?" "Bater-me-ei pela segunda destas opções", responde, argumentando que a "sociedade portuguesa precisa de um grande partido progressista e referencial de modernidade" porque "esse é o lugar histórico do PS".




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