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Administração Interna recebe 1.500 queixas sobre Cartão do Cidadão nas eleições

Os cadernos eleitorais foram fechados depois de enviadas 6 milhões de notificações a cidadãos portugueses.

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A Direcção-Geral da Administração Interna recebeu 1.500 queixas e vários pedidos de esclarecimento decorrentes da situação eleitoral de quem viu alterados os seus dados após a obtenção do Cartão do Cidadão, afirmou hoje o director-geral, Jorge Migueis, à TSF.

De acordo com um comunicado da Administração Interna, foram atendidas “todas as reclamações dos eleitores decorrentes do processo de notificação aos cerca de 1 milhão de cidadãos que viram alterada a sua situação eleitoral, após a obtenção do Cartão do Cidadão, ou por exercerem o direito de voto pela primeira vez”.

No entanto, as alterações aos cadernos eleitorais já não vão poder acontecer para o próximo acto eleitoral de 5 de Junho, já que desde sábado, dia 21 de Maio, isso não é permitido. Além disso, as juntas de freguesia têm já autorização para imprimi-los.

Mas, antes de serem fechados, o Ministério da Administração Interna decidiu enviar mais de seis milhões de cartas para os eleitores, o que leva o director-geral, Jorge Migueis, a afirmar à TSF que não haverá lugar para falhas no sufrágio que vai eleger as próximas cores da Assembleia, falhas essas que ocorreram nas Presidenciais.

De pessoas que não votaram por não saberem qual a mesa de voto até um autarca que foi para as urnas com a listagem do recenseamento, foram vários os exemplos do que aconteceu no início do ano, no dia que Cavaco Silva foi reeleito como Presidente da República. Para não ocorrerem outros casos, o Ministério enviou 1,2 milhões de cartas a eleitores que passaram a ter Cartão do Cidadão desde 2009, disse Jorge Migues à TSF.

Além destas, outras “5,2 milhões” de cartas não personalizadas foram enviadas para todos os “lares portugueses”. “Pensamos ter abrangido todos os cidadãos com capacidade eleitoral”, declarou Migueis à estação de rádio.

Logo após os problemas verificados no acto eleitoral de Janeiro, o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, tinha argumentado que a solução passava pelo “envio de uma notificação extraordinária” aos cidadãos cujos dados tinham sido alterados.

O Ministério da Administração Interna lembra aos cidadãos que obtiveram o Cartão do Cidadão após 7 de Abril que não há modificações nos seus dados e continuam a votar na mesma junta de freguesia onde o fizeram nos anteriores actos.

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