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Aguiar-Branco admite que contratos e compromissos podem vir a sofrer adaptações

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou hoje que não estão previstas medidas de austeridade adicionais para as Forças Armadas, mas admitiu que os contratos de equipamento poderão ser "adaptados" face aos constrangimentos orçamentais.

Lusa 04 de Julho de 2011 às 14:53
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"Ouvi uma versão integrada do que esta instituição também precisa, como é óbvio, vi que há sempre um princípio subjacente de que somos sempre capazes de ultrapassar as dificuldades, são esses os princípios que enformam uma instituição militar", disse o ministro.

O responsável pela pasta da Defesa, que falava aos jornalistas na Academia Militar, à margem da sua primeira visita ao Exército, referiu existir uma "operação muito crítica em Portugal para resolver" que se estende às Forças Armadas.

Depois de ter assistido a um 'briefing' que foi fechado aos jornalistas, Aguiar-Branco disse ter recebido "informação muito detalhada que permite reforçar a ideia que já trazia, de que o Exército está sempre pronto para cumprir a sua missão", em defesa do território português, das populações e da segurança nacional.

"As dificuldades não vão seguramente ser inibidoras de encontrar as soluções para os problemas, o Exército e as Forças Armadas no seu todo estão habituadas a ultrapassar as dificuldades, nunca falham e não será agora também que falharão", assegurou.

Sobre a eventual necessidade de mais medidas de austeridade para as Forças Armadas, o ministro respondeu que "as medidas são as que constam no memorando de entendimento".

"Não me peçam para antecipar medidas sobre uma coisa que não se prevê", respondeu aos jornalistas.

Questionado sobre vários programas do Exército que estão em curso ou para avançar -- os helicópteros ou a arma ligeira, por exemplo --, Aguiar-Branco disse ter sido empossado "há dez dias que parecem dez anos" e que está "a fazer um conjunto de reuniões para precisamente avaliar tudo o que são os compromissos, contratos e também a sua adaptação a todas as realidades que existem neste momento".

O ministro salientou ainda ter tomado posse há poucos dias e que está ainda a inteirar-se de todos os temas e assuntos pendentes nas Forças Armadas, tendo várias reuniões agendadas.

"Todos os problemas que existem irão ser e serão analisados no local próprio, em reuniões que vamos ter, de forma séria, para os ultrapassarmos", declarou.

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