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Caldeira Cabral: “É viável um Governo à esquerda? O PS está aberto a isso, mas com condições”

Manuel Caldeira Cabral diz que não prefere um Governo à esquerda ao apoio à coligação PSD/CDS-PP. Defende que PS deve seguir a solução que mais satisfaça três princípios: mudança de política face à última legislatura, estabilidade e cumprimento das regras europeias.

Miguel Baltazar
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 12 de Outubro de 2015 às 21:02
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"Seria estranho que dois terços dos portugueses tivessem votado por uma mudança de políticas e o actual Governo não percebesse que tem de as mudar", afirma um dos responsáveis pelo programa económico do Partido Socialista, que admite que essa mudança de políticas pode chegar por duas vias: a coligação aceitar que tem de governar de forma diferente; ou estabelecer-se uma alternativa à esquerda liderada pelo PS. "Tanto num como noutro caso terá de haver condições."

Para o economista, o PS "adoptou uma postura construtiva" e "está a fazer o seu trabalho". "O interessante neste caso é que não existe uma única solução", explica ao Negócios. "É viável um Governo à esquerda? O PS está aberto a isso e está a trabalhar nisso, mas com condições. Não se irá aplicar exactamente o programa de nenhum dos partidos."


PCP e Bloco de Esquerda deverão garantir ao PS que se comprometem a manter a estabilidade das contas públicas, com défices razoáveis, num contexto de uma economia de mercado, nota o cabeça-de-lista pelo PS pelo distrito de Braga, argumentando que as negociações com o PCP e o Bloco de Esquerda "não demonstram uma viragem à esquerda do PS". Mas sublinha que "é possível uma política [de Governo] mais à esquerda, com apoio aos mais pobres, à escola pública e à saúde pública".


Seja à direita, seja à esquerda, Caldeira Cabral considera que o PS só pode viabilizar uma solução governativa que corresponda a três princípios: uma "mudança efectiva de política"; o "respeito pelos compromissos europeus do País"; e estabilidade.


O economista acrescenta ainda um acordo com a coligação PSD/CDS-PP ou PCP e Bloco de Esquerda exigirá sempre um compromisso por escrito.

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