Eleições António Costa questiona se corte nas pensões é irrevogável

António Costa questiona se corte nas pensões é irrevogável

O secretário-geral do Partido Socialista acusa o programa da coligação PSD/CDS de continuar uma "fúria privatizadora". António Costa questionou também a promessa do corte de 600 milhões de euros nas pensões feita pelo Governo a Bruxelas.
António Costa questiona se corte nas pensões é irrevogável
Sara Matos/Negócios
Liliana Borges 29 de julho de 2015 às 22:05

António Costa reagiu ao programa eleitoral da coligação, apresentado esta quarta-feira, 29 de Julho, acusando o actual Governo de um "radicalismo ideológico" e de seguir uma "fúria privatizadora". O secretário-geral do Partido Socialista falou aos jornalistas à entrada para um jantar no Círculo Eça de Queiroz, em Lisboa, depois de os líderes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Paulo Portas, terem apresentado o programa eleitoral da coligação Portugal à Frente.

 

"O senhor primeiro-ministro passa o tempo a não cumprir o que promete e a procurar desculpas para o que não cumpre", acrescentou. "Depois de se ter concentrado a privatizar tudo o que havia para privatizar, o programa da coligação promete um ataque à privatização dos serviços públicos", acusa António Costa, que aponta a Segurança Social como o primeiro alvo da coligação PSD/CDS. 


preciso sempre muita cautela para sabermos se o que dizem é revogável ou irrevogável", alerta o secretário-geral do PS. Sobre a privatização no sector público, António Costa lembra o compromisso do Governo português em Bruxelas [junto da Comissão Europeia] que implica um corte nas pensões. "Sabemos que o Governo se comprometeu com um novo corte de 600 milhões de euros", começa por dizer. "Na anterior campanha eleitoral prometeram que não cortavam e cortaram", acusa, antecipando a questão "agora que já se propuseram a cortar 600 milhões de euros, imagine-se o que fariam se ganhassem as eleições".


Numa primeira análise ao programa eleitoral da coligação PSD/CDS, o líder socialista considerou que os objectivos são claros, repetindo a expressão de fúria privatizadora, a postura de "desresponsabilização do Estado e a continuação da política de austeridade".

António Costa afirmou ainda que o Governo "devia acender uma velinha à Constituição e ao Tribunal Constitucional" por ter evitado "uma tragédia maior". Costa acusa o Governo de querer "arrepiar caminho" e acredita que a crise não foi mais profunda graças ao Tribunal Constitucional. "O senhor primeiro-ministro passa o tempo a não cumprir o que promete e a procurar desculpas. O que faltava era a Constituição ser desculpa", ironizou.




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