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Dia de campanha marcado por ausência de 200 milhões de despesa nas contas

Passos Coelho acusou o Governo de "empurrar despesas com a barriga". José Sócrates prometeu responder às acusações e reiterou que o PSD está a fazer uma campanha assente em "política de casos".

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 24 de Maio de 2011 às 19:22
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As acusações entre os líderes dos dois principais partidos continuam neste que foi o terceiro dia de campanha eleitoral. A marcar o dia esteve a notícia do “Diário Económico” que revelava que Governo adiou despesa pública durante o primeiro trimestre para melhorar o défice do Estado em mais de 200 milhões de euros.

Esta conclusão decorre do relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que funciona no Parlamento, onde consta que “a melhor execução na óptica de caixa beneficiou de um crescimento das dívidas dos Serviços Integrados [do Estado], cuja variação mais do que duplicou face ao período homólogo”, mediante “um acréscimo de 205,9 milhões de euros".

A UTAO faz uma análise muito crítica à execução orçamental do primeiro trimestre. Diz que os números em torno da redução do défice são menos positivos do que parecem e que a dívida dos serviços integrados do Estado até "mais do que duplicou".

Pedro Passos Coelho, após estes desenvolvimentos, acusou o Governo de “empurrar despesas com a barriga”.

O líder do PSD, que deu por encerrado o caso da "ocultação das nomeações" (que segundo o mesmo terão chegado às “dezenas”), prometeu que se ganhar as eleições não vai nomear “boys” sociais-democratas.

Passos Coelho, dirigindo-se aos apoiantes, afirmou: "não pensem que isto são favas contadas apenas porque as sondagens melhoraram e o PSD descolou nas sondagens". O responsável estava a referir-se à última sondagem publicada pelo “Público” e pela TVI, onde o PSD consegue vencer as eleições e terminar com o empate técnico. Ainda assim, o partido precisaria do CDS para conseguir uma maioria absoluta.

José Sócrates, questionado sobre estas acusações declarou: “Responderei a essas acusações e responderei a essa política de casos.” O líder do PS apelou hoje aos eleitores para o voto, considerando que a direita actual é a “mais radical e insensata” desde o 25 de Abril.

Já o coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, acusou o PSD de estar “a confundir a campanha eleitoral com um baile de máscaras”, defendendo que seria “bom que se organizassem para voltarem ao rumo do debate certo”. “Trata-se de eventuais antecipações ou de não pagamento de contas que estarão registadas nas contas do Estado e por isso eu creio que isso é uma questão relativamente menor dentro do enorme desfalque social que representa o compromisso que o Dr. Passos Coelho assinou”, acrescentou.

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, desafiou PS e PSD a dizerem o que querem fazer dos gestores públicos, defendendo limites nos salários e indemnizações e o fim da acumulação de remunerações por cargos em várias empresas públicas.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, respondeu hoje ao presidente do CDS-PP, que afirmou querer mais votos que Bloco e CDU juntos, com o ditado “presunção e água benta, cada um toma a que quer”.

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