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Fernando Nobre: Chegará um dia em que o Parlamento será reconhecido como a Casa da Cidadania

Fernando Nobre afirma na sua carta de renúncia ao mandato de deputado pelo PSD ter a esperança de a Assembleia da República ser um dia não só a casa da democracia mas também a casa da cidadania.

Lusa 04 de Julho de 2011 às 17:40
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"O Parlamento é a Casa da Democracia e os partidos políticos os seus pilares insubstituíveis e incontornáveis. Estou certo que chegará um dia em que o reconhecimento da pluralidade e de modelos de representação política aclamará o Parlamento também como a Casa da Cidadania", refere o ex-candidato presidencial na carta que enviou sexta-feira à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, comunicando a sua decisão de renunciar ao mandato de deputado pelo PSD.


Nas últimas eleições legislativas, Fernando Nobre, na qualidade de independente, foi cabeça de lista pelo PSD no círculo de Lisboa, e foi colocado pelo próprio presidente social-democrata, Pedro Passos Coelho, na posição de candidato a presidente da Assembleia da República.

No entanto, no primeiro dia de trabalhos da presente legislatura, em duas eleições consecutivas, o presidente da AMI não conseguiu alcançar o número mínimo de votos (maioria absoluta de 116 deputados) para ser eleito presidente da Assembleia da República -- um facto inédito na História da democracia portuguesa.

Na missiva em que comunica formalmente a renúncia ao seu lugar no Parlamento, Fernando Nobre não faz mais referências críticas veladas ao Parlamento enquanto órgão de soberania e deixa até especiais elogios à social-democrata Assunção Esteves, que, ao contrário de si, conseguiu ser eleita presidente da Assembleia da República, com uma ampla maioria.

"Acredito também que a Assembleia da República, por si tão dignamente presidida, dará um significativo contributo para o futuro positivo de Portugal", aponta, já depois de expor as razões que o levaram a renunciar ao mandato de deputado.

"Independentemente da grande honra que é ser deputado, decidi em consciência que, perante os grandes desafios sociais que teremos de enfrentar e viver no futuro próximo, serei mais útil na acção, no terreno, ajudando os portugueses mais afectados pela crise e desprotegidos a combater a miséria, a exclusão social e a injustiça, promovendo a dignidade e a esperança entre os mais pobres, voltando à minha actividade de mais de 30 anos de intervenção cívica, humanitária e de ajuda ao desenvolvimento em Portugal e no mundo, no quando dos Médico Sem Fronteiras e da Fundação AMI, instituição que tive a honra de fundar em 1984 e a que presido", salienta.

Depois, Nobre faz uma referência aos próximos tempos de "emergência social", considerando ter um papel a desempenhar nesse campo.

"É nessa área, e diante dos tempos duros que nos esperam de real emergência social, que a minha experiência, o meu empenho e o meu trabalho melhor poderão servir o país na resolução dos problemas concretos de pessoas concretas", refere.



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