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Jardim assume que PSD/Madeira fez o seu pior resultado da sua história

O presidente do PSD/Madeira, Alberto João Jardim, considerou hoje que o partido fez nestas eleições autárquicas o "pior resultado de toda a sua história", apesar de ter sido o "mais votado" no arquipélago, e assumiu a responsabilidade do resultado.

Lusa 30 de Setembro de 2013 às 00:10
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As coligações, o PS e o CDS-PP tiveram menos votos todos juntos que o PSD no arquipélago, sublinhou Alberto João Jardim numa conferência de imprensa na sede do partido, no Funchal, reconhecendo que "é um resultado extremamente negativo" para os sociais-democratas.

 

O PSD perdeu sete das 11 câmaras da região que detinha desde 2009, incluindo o Funchal, para a coligação "Mudança", formada por seis partidos.

 

O PS conquistou Machico, Porto Moniz e Porto Santo, o CDS-PP a Câmara de Santana e os movimentos independentes tiraram ao PSD os municípios de São Vicente e Santa Cruz.

 

"Houve aqui uma mensagem que eu reconheço que não passou, a desmarcação que existe" do PSD da Madeira face ao PSD nacional, disse Alberto João Jardim, também presidente do Governo Regional, que adiantou: "Houve, claramente, uma penalização por causa da política nacional, não vale a pena esconder isso. Por outro lado, também há aqui fortes resquícios, ainda, da tentativa de destruição do PSD por dentro que se deu no mês de Novembro do ano passado e contra a qual vamos continuar a trabalhar".

 

Em Novembro, o presidente da Câmara do Funchal, Miguel Albuquerque, disputou as eleições internas no PSD/M contra Alberto João Jardim, tendo este vencido com uma diferença de 142 votos.

 

Para o líder do PSD/M, "o povo em Democracia quando vota tem sempre razão" e "quando o povo tem razão também tem a responsabilidade daquilo que a seguir se vai passar", desafiando os eleitores a "exigir o cumprimento das promessas".

 

Questionado se vai trabalhar com os municípios agora conquistados pela oposição, o dirigente social-democrata garantiu que vai "trabalhar com o objectivo do bem comum da região", recordando que "a oposição disse sempre que havia uma interferência do Governo Regional nas câmaras".

 

À pergunta se este resultado interfere no seu trabalho à frente do PSD/M, Alberto João Jardim declinou: "Está marcado um congresso regional electivo para o fim do ano que vem -- dez meses antes das eleições regionais. A responsabilidade do PSD será minha até lá e eu não alterarei a minha política de exigir mais autonomia para a Madeira", continuou, garantindo que não se demite.

 

Sobre a possibilidade de militantes sociais-democratas convocarem um congresso extraordinário, Jardim afiançou: "Não podem, é ilegal", declarou, assumindo, contudo, haver divergências internas no PSD.

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