Legislativas Legislativas: Assunção Cristas lidera lista em Lisboa, Cecília Meireles no Porto

Legislativas: Assunção Cristas lidera lista em Lisboa, Cecília Meireles no Porto

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, vai liderar a lista centrista de Lisboa nas legislativas de outubro e a sua "vice" Cecília Meireles será "número um" no Porto, segundo uma proposta feita esta sexta-feira pela direção do partido.
Legislativas: Assunção Cristas lidera lista em Lisboa, Cecília Meireles no Porto
Rodrigo Antunes/Lusa
Lusa 05 de abril de 2019 às 23:57

Assunção Cristas apresentou esta sexta-feira, em Lisboa, ao conselho nacional do partido, a chamada quota nacional, da responsabilidade da comissão política, que será votada no final da reunião.

 

Os dois maiores círculos do país, Lisboa e Porto, serão, assim, liderados por mulheres, de acordo com a lista a que a Lusa teve acesso.

 

Assunção Cristas optou por deixar Leiria, onde foi candidata noutras eleições, inclusive quando o CDS concorreu coligado com o PSD. A lista neste distrito será encabeçada por outra mulher, a ex-jornalista da Rádio Renascença Raquel Abecassis (independente), que já fora candidata do partido à freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa, nas autárquicas.

 

O líder da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos, é indicado para número dois na lista do Porto. 

 

No maior círculo do país, Lisboa, depois de Cristas, surgem na lista os deputados Ana Rita Bessa, João Gonçalves Pereira, que também é líder da distrital, Pedro Morais Soares, secretário-geral e que não estava no parlamento, Isabel Galriça Neto, outra deputada, e em último lugar Sebastião Bugalho, independente, ex-jornalista, colunista e analista político,

 

Na lista do Porto, depois de Cecília Meireles, estão Francisco Rodrigues dos Santos, Fernando Barbosa, líder da distrital, e Isabel Menéres Campos, jurista e docente na Universidade Católica do Porto.

 

No total, há nove deputados como cabeças-de-lista: Assunção Cristas em Lisboa, Cecília Meireles no Porto, Nuno Magalhães, líder parlamentar, em Setúbal, João Almeida em Aveiro, Telmo Correia em Braga, João Rebelo em Faro, Patrícia Fonseca em Santarém, Filipe Anacoreta Correia em Viana do Castelo e Helder Amaral em Viseu.

 

De saída está Teresa Caeiro, até agora eleita pelo círculo de Faro.

 

Em Beja, a cabeça-de-lista proposta é Inês Palma Teixeira, em Bragança, Nuno Moreira, em Castelo Branco, Assunção Vaz Pato, em Coimbra, Rui Lopes da Silva, ex-jornalista da RTP, um independente que é chefe de gabinete de Cristas, e na Guarda, Henrique Monteiro.

 

Em Évora, a escolha recaiu em Paulo Pessoa de Carvalho, em Portalegre é José Manuel Rato Nunes e em Vila Real Patrique Alves.

 

No círculo Fora da Europa, o CDS escolheu Gonçalo Nuno Santos, ex-militante do PSD na Madeira e que chegou a exercer funções no Governo Regional, com a pasta das Comunidades.

 

No círculo da Europa, a cabeça-de-lista é Melissa da Silva, filha de emigrantes em França.

 

Nos Açores e na Madeira, os cabeças-de-lista são escolhidos pelos órgãos regionais, "no respeito pelas autonomias", de acordo com os critérios aprovados em janeiro pelo conselho nacional, principal órgão entre congressos.

 

Os restantes candidatos às legislativas serão indicados pelas estruturas distritais, em diálogo com a direção nacional.

 

Na reunião de hoje será também votada a lista do CDS às eleições europeias de 26 de maio, que volta a ser encabeçada por Nuno Melo.

 

O CDS-PP é, deste modo, o primeiro partido a iniciar formalmente o processo de escolha de candidatos a deputados nas legislativas, agendadas para 06 de outubro.

 

Nas legislativas de outubro de 2015, o CDS-PP concorreu em coligação com o PSD, tendo os dois partidos obtido 36,8% dos votos. Os centristas elegeram 18 deputados.

 

Há cinco anos, nas europeias de 2014, centristas e sociais-democratas também concorreram em aliança, tendo obtido 26,7% dos votos, atrás do PS. A coligação elegeu sete eurodeputados, seis do PSD e um do CDS-PP.

 

Nas legislativas de 2011, ganhas pelo PSD, os centristas, então liderados por Paulo Portas, conseguiram 11,7% dos votos e elegeram 24 deputados, tendo depois formado uma aliança com os sociais-democratas.




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