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Marcelo elogia papel dos autarcas na pandemia e apela ao voto

Numa mensagem transmitida este sábado à noite, o Presidente lembrou o desempenho dos autarcas no combate à pandemia e na proteção das pessoas, e deixou um aviso para os que agora forem eleitos, com a missão de recuperar da crise: terão “a nossa exigente esperança”.

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Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 25 de Setembro de 2021 às 21:05
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"Votar amanhã é mais importante do que nunca", é "um redobrado dever de consciência, por memória deste ano e meio que não esqueceremos, por vontade de sair da crise definitivamente e de recomeçar a viver a vida a que todos temos direito", afirmou este sábado à noite o Presidente da República, num apelo aos eleitores que amanhã vão eleger os próximos líderes autárquicos. 


Numa mensagem transmitida pela televisão, através da RTP, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que estas eleições locais, as décimas terceiras em democracia, são também "as primeiras "marcadas por três crises ao mesmo tempo – a da pandemia, a da economia e a da sociedade". 


"Para o sentido de sacrifício dos autarcas de todas as sensibilidades – no poder ou na oposição – ao longo do último ano e meio, vai a nossa profunda gratidão", afirmou o Presidente, lembrando "em especial" aqueles "que nos deixaram ao serviço das populações".


Os autarcas, sublinhou, "foram excecionais a acorrer a casos dramáticos, tantas vezes sem meios, sem tempo, para tamanhas urgências. Em casas, em lares, em escolas, em locais de trabalho e em unidades de saúde". E "descobriram material de proteção sanitária, testes, ventiladores, improvisaram espaços de isolamento profilático, serenaram emigrantes, ajudaram infetados, apoiaram desempregados e insolventes, choraram mortos e deram força a vivos", acrescentou o presidente, num discurso emotivo. 


"Só quem foi candidato a autarca em tempos muito, muito mais simples – eu sei do que falo – pode entender bem o que é fazer campanha numa situação como esta", referiu ainda o Presidente, lembrando também as dificuldades desta campanha eleitoral, ainda profundamente marcada pela pandemia e por muitas restrições, que foram permanecendo "à medida que a notável aventura coletiva da vacinação ia ganhando o combate contra a pandemia – mérito do pessoal da Saúde, de instituições e serviços básicos, de autarcas, das Forças Armadas e da maioria esmagadora dos Portugueses".


"Para quem vier a ser eleito, tendo a missão essencial de recuperar da mais inesperada e abrupta crise do último século, vai a nossa exigente esperança", afirmou. 

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