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Marcelo Rebelo de Sousa considera estar a perder um grande momento como comentador

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa considerou hoje estar a perder um grande momento como comentador, justificando com a pesada responsabilidade de protagonista político o facto de não poder tecer comentários ao "singular impasse" governativo.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 19 de Outubro de 2015 às 23:24
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"Ontem à noite [domingo] não resisti a ligar a televisão para ver o que passava nos vários canais à hora em que normalmente eu comentaria", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em Óbidos, onde participou numa "conversa de bolso" com Ferreira Fernandes, no âmbito do Festival Literário Internacional de Óbidos (Folio), considerando que, pelo facto de ser candidato a Presidente da República, está a perder "um grande momento como comentador político".

O professor, que durante 40 anos de democracia comentou "a revolução, o mais difícil e fascinante de comentar", a par com outros momentos "mais ou menos interessantes", recorreu hoje em Óbidos a comentários sobre "o folhetim político" de José Ferreira Fernandes, o livro "As eleições que ninguém queria ganhar", para contornar a impossibilidade de comentar o actual momento político.

"Se fosse comentador político, teríamos muita coisa para falar", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, que, não o sendo, recorreu à obra em que Ferreira Fernandes alude o actual impasse político, para sublinhar que "teria escrito o mesmo que ele escreveu em Agosto", data em que "premonitoriamente" escreveu que a coligação PSD/CDS-PP precisaria do PS para formar Governo, mas que o PS teria a possibilidade de fazer coligações à esquerda ou à direita.

"Este é de facto um momento muito difícil para os protagonistas políticos e muito interessante para os comentadores", porque, sublinhou, "está-se perante um momento na Europa e em Portugal, com uma confluência muito singular".

Marcelo afirmou que a afirmação seria do comentador, já que "para os protagonistas políticos há um grau de responsabilidade naquilo que dizem ou não dizem e nas escolhas que têm que fazer, que é uma responsabilidade muito pesada".

Este é de facto um momento muito difícil para os protagonistas políticos e muito interessante para os comentadores.
Marcelo Rebelo de Sousa

Em Óbidos, onde hoje falou sobre o livro de Ferreira Fernandes, Marcelo foi ainda assim aproveitando a obra, "um folhetim político", para deixar algumas críticas à forma como decorreu a campanha eleitoral, afirmando que a obra ficcionada "podia ser verdade".

O candidato, que respondeu a questões da assistência durante mais de duas horas, terminou reiterando o pedido a Ferreira Fernandes para que "escreva um folhetim sobre a campanha da presidenciais", repetindo a proeza de "fazer crítica com humor" e conseguindo prever os resultados eleitorais.

Marcelo Rebelo de Sousa falava em Óbidos, onde participou numa "conversa de bolso" com Ferreira Fernandes, no âmbito do programa do Folio - Festival Literário Internacional de Óbidos, iniciativa a que prevê "um sucesso galopante", por reunir "um local especial, nomes sonantes da literatura e por ser uma obra sustentada numa vila onde há uma rede de livrarias".

Organizado em cinco capítulos (Folia, Folio Autores, Folio Educa, Folio Ilustra e Folio Paralelo), o festival será palco, até ao dia 25 de Outubro, de lançamentos de livros, debates, mesas redondas, entrevistas, sessões de autógrafos e conversas (improváveis, segundo a organização), entre cerca de uma centena de escritores e os leitores.

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