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Maria de Belém não vai ter ajuda do PS para pagar “buraco” da campanha

Maria de Belém, que regista um buraco de 790 mil euros na campanha presidencial, terá de resolver o problema sozinha, escreve o Diário de Notícias. Paulo Morais pede donativos e promete pagar tudo até Fevereiro.

Pedro Elias
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 26 de Janeiro de 2016 às 10:54
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A candidatura de Maria de Belém obteve um resultado decepcionante nas eleições do passado domingo, 24 de Janeiro. Com apenas 4,2% dos votos, a ex-ministra da Saúde não só ficou aquém dos objectivos eleitorais que tinha estabelecido como perdeu o direito a receber uma subvenção pública para pagar a campanha. A candidata estimou uma despesa total de 650 mil euros e esperava receber 790 mil euros de subvenção, tal como escreveu o Negócios. Não vai receber nada e terá de ser a sua candidatura a encontrar o dinheiro que falta, escreve o Diário de Notícias desta terça-feira, 26 de Janeiro.

 

De acordo com o jornal, terá de ser Maria de Belém a resolver o problema com recursos próprios, donativos ou eventualmente um empréstimo. "É um problema privado", confirmou um responsável não identificado da candidatura de Maria de Belém ao DN. A candidata não irá contar com o apoio do PS para pagar a dívida porque o partido está, ele próprio, a braços com dívidas de campanhas anteriores.

 

Acresce que Maria de Belém criticou o PS na fase final da sua campanha, acusando-o de preferir apoiar António Sampaio da Nóvoa. Este candidato terá direito a receber 961 mil euros, acima dos 798 mil euros de subvenção que orçamentou.

 

A dimensão do "buraco" nas contas desta e de outras candidaturas só estará rigorosamente apurado quando as contas da campanha forem submetidas à Entidade de Contas e Financiamentos Políticos. Os valores que são indicados no orçamento que foi entregue são indicativos e não têm de ser respeitados, apesar de ser exigível que as despesas fiquem abaixo das receitas para não existirem dívidas.

 

Edgar Silva também regista um buraco nas suas contas, porque ficou igualmente abaixo de 5% dos votos – teve 3,95%. No seu caso, será o PCP a tapar o buraco de 378 mil euros relativo ao financiamento público que não será pago. "Na situação decorrente das eleições, [o PCP] perfará o total das despesas eleitorais", esclarece o candidato ao Jornal de Notícias, sublinhando que os compromissos serão pagos "sem qualquer recurso a empréstimos".

 

Paulo Morais apela a donativos

 

Henrique Neto também regista um buraco de 199 mil euros nas contas, mas não explicou como os vai pagar. Paulo Morais foi o quarto candidato a prever uma subvenção que não vai receber, de 61 mil euros. Ao JN, conta que a campanha lhe custou 60 mil euros e conseguiu obter 16 mil em donativos. Para cobrir o "rombo" de 44 mil euros vai "fazer um apelo aos apoiantes". "O resto pago do meu bolso – até ao último euro", promete, antecipando pagar todas as dívidas até final de Fevereiro.

 

Depois das últimas eleições legislativas, a 4 de Outubro de 2015, Rui Tavares, do Livre, teve de recorrer a uma angariação de fundos para pagar 120 mil euros de dívidas da campanha, por não ter conseguido aceder à subvenção pública (ficou abaixo de 50 mil votos). Ao JN, Tavares esclarece que ainda falta pagar 40 mil euros.

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