Eleições PCP quer salário mínimo de 600 euros "no começo de 2016"

PCP quer salário mínimo de 600 euros "no começo de 2016"

O Partido Comunista Português (PCP) defende no seu programa eleitoral para as legislativas deste ano um aumento do salário mínimo para 600 euros no começo de 2016 em prol de uma política de "valorização do trabalho".
PCP quer salário mínimo de 600 euros "no começo de 2016"
Negócios com Lusa 07 de julho de 2015 às 19:56

Os comunistas pedem esse aumento para o começo do próximo ano e a sua "evolução progressiva anual para responder às necessidades básicas dos trabalhadores e das suas famílias". O PCP, liderado por Jerónimo de Sousa, apresentou esta tarde, em Lisboa, o seu programa eleitoral para as legislativas deste ano.

 

O salário mínimo nacional equivale, neste momento, a 505 euros mensais, depois de ter sido aumentado em 20 euros em Outubro de 2014.


No texto, ainda a nível salarial, é pedido o fim dos cortes salariais e a reposição integral dos salários, subsídios e pensões retirados na administração pública, assim como o descongelamento das progressões salariais e profissionais.

Os comunistas querem ainda a eliminação da sobretaxa de IRS e a criação de dez escalões de tributação do rendimento, a nível do IRS, "reduzindo de forma significativa a tributação dos baixos e médios rendimentos e a redução das taxas contributivas".

A redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais é também reclamada pelo PCP, que quer ainda "assegurar o direito à estabilidade e segurança no emprego" e combater a precariedade laboral.

 

PCP quer fim das taxas moderadoras

 

Os comunistas propõem ainda reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), garantindo o acesso de todos aos cuidados de saúde e enfrentando a "estratégia privatizadora" do sector. Os comunistas criticam o "progressivo desinvestimento público" na saúde da responsabilidade de governos passados de PS e PSD/CDS-PP, e querem, por isso, que haja uma "gestão pública dos estabelecimentos do SNS". O partido rejeita "qualquer entrega da sua gestão a entidades privadas", pondo termo "à promiscuidade entre público e privado".

A revogação das taxas moderadoras e a garantia de um médico de família para todos os utentes, "assim como a implementação do enfermeiro de família em todo o território nacional", são outras propostas que integram o programa eleitoral do PCP.


Os comunistas querem também implementar um programa de luta contra a pobreza assente em três vectores: medidas de combate à pobreza dos trabalhadores, com o aumento dos salários; medidas de apoio à família por via, por exemplo, da redução da carga fiscal; e medidas de reforço do sistema de segurança social com o aumento das pensões de reforma, entre outros elementos.

 

Os comunistas vão concorrer às legislativas deste ano com "Os Verdes" e Intervenção Democrática, juntos na Coligação Democrática Unitária (CDU).




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