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PCP propõe vender 20% de títulos estrangeiros para comprar dívida portuguesa

"Em relação aos juros que vencem no curto prazo, para desapertar a corda em que vivemos, bastaria a venda de 20% de títulos e obrigações que as instituições públicas nacionais têm no estrangeiro para comprar dívida pública portuguesa", afirmou Jerónimo de Sousa.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 05 de Abril de 2011 às 16:41
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Jerónimo de Sousa admitiu que esta situação “não resolve definitivamente o problema”. O PCP avalia o valor total dos títulos em 55 mil milhões de euros. E citou casos que podiam ajudar neste factor: os “Fundos da Caixa Geral de Depósitos, de pensões do Banco de Portugal e os fundos de financiamento da Segurança Social.”

Numa conferência de imprensa sobre a questão do endividamento externo do País, o secretário-geral comunista, defendeu também a renegociação imediata da actual dívida pública portuguesa, “com a reavaliação dos prazos, das taxas de juro e dos montantes a pagar”.

Para diversificar as fontes de financiamento, o PCP defende que deve ser retomada uma “política activa de emissão de certificados de Aforro e de Tesouro e de outros instrumentos vocacionados para a captação de poupança nacional.”

Renegociar ou cessar contratos que se mostrem ruinosos para o Estado o âmbito das parcerias público privadas (PPP) é outra das propostas dos comunistas que defendem também que Portugal deve aliar-se a outros países com problemas semelhantes de dívida pública, citando a Grécia, a Irlanda, Espanha, Itália e Bélgica, para uma “acção convergente para barrar a actual espiral especulativa.”

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