Eleições PCP quer "estudar e preparar" libertação de Portugal da "submissão do euro"

PCP quer "estudar e preparar" libertação de Portugal da "submissão do euro"

O Partido Comunista Português (PCP) quer "estudar e preparar" a libertação de Portugal da "submissão do euro", defendendo o partido que a moeda única "representou estagnação e recessão, desinvestimento e degradação do aparelho produtivo".
PCP quer "estudar e preparar" libertação de Portugal da "submissão do euro"
Correio da Manhã
Negócios com Lusa 07 de julho de 2015 às 20:26

A ideia integra o programa eleitoral do partido, hoje apresentado em Lisboa, para as eleições legislativas deste ano, e no texto os comunistas advogam que o euro e os "constrangimentos" da União Económica e Monetária "servem os interesses da banca, nacional e estrangeira, e dos grupos monopolistas, mas são contrários aos interesses dos trabalhadores e do povo português".

O PCP sublinha que há a possibilidade de Portugal, "por vontade do seu povo, decidir a sua própria libertação" do euro, sendo que devem ser avaliados impactos e minimizados custos da operação. "A saída defendida pelo PCP tem três condições básicas. O respeito pela vontade popular. Uma cuidadosa preparação. A defesa dos salários, das reformas, dos rendimentos, das poupanças, dos níveis de vida e dos direitos dos trabalhadores e da generalidade da população", aponta o programa eleitoral comunista.

No que refere à banca, os comunistas pedem a recuperação do controlo público da mesma, sublinhando que o controlo da mesma pelo grande capital "retirou ao Estado instrumentos de comando económico, de decisão estratégica e de direcção operacional necessárias a uma política económica e financeira.

"O Estado, além da Caixa Geral de Depósitos, deve assumir participação na propriedade e responsabilidades de administração directa em bancos e outras instituições financeiras recapitalizadas ou auxiliadas com fundos públicos, e adquirir progressivamente o controlo público da banca", reforça o PCP.

 

Grécia justifica posição sobre o euro

 

Durante a apresentação do programa, num hotel lisboeta, Jerónimo considerou que todas as "contradições" e "ambiguidades" em torno da actual crise económica na Grécia sublinham a "justeza da posição do PCP" sobre esta matéria. "O estudo e a preparação do país para a libertação da submissão ao euro e a colocação dessa questão evidenciam-se como uma necessidade real. É uma irresponsabilidade não a considerar", vincou Jerónimo de Sousa.

Para Jerónimo de Sousa, é necessário que Portugal disponha de "soberania orçamental, cambial e monetária".

"Não podemos ter um país acorrentado às atitudes discricionárias de Bruxelas e Berlim, um povo refém das chantagens do Banco Central Europeu (BCE) ou do Eurogrupo", sustentou.


Os comunistas vão concorrer às legislativas deste ano com "Os Verdes" e Intervenção Democrática, juntos na Coligação Democrática Unitária (CDU).




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