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Portas admite "circunstâncias" que podem "legitimar" aliança com PSD nas legislativas

O vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP admitiu que, "havendo coligação, há circunstâncias que podem legitimar uma aliança" com o PSD nas eleições legislativas, ressalvando que o momento de tomar essa decisão "ainda não chegou".

Lusa 08 de Janeiro de 2014 às 01:03
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"O normal é os partidos irem cada um por si. Havendo coligação, há circunstâncias que podem legitimar uma aliança, mas o momento de decidir isso ainda não chegou, não vale a pena queimar etapas", afirmou Paulo Portas esta terça-feira em entrevista à Rádio Renascença.

 

Na entrevista à emissora católica, o líder centrista, que se recandidata à liderança do CDS-PP no XXV congresso do partido, que decorre sábado e domingo em Oliveira do Bairro, reiterou a defesa de uma coligação com o PSD para as eleições europeias e afirmou que "em princípio" as legislaturas são para levar até ao fim.

 

Paulo Portas argumentou que o conselho nacional do CDS-PP é soberano para decidir como os centristas concorrerão às eleições legislativas, podendo convocar um referendo interno ou um congresso para o efeito, considerando, contudo, que discutir essas eleições no congresso que começa sábado seria "um exercício de especulação politica".

 

Sobre as eleições europeias, o vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP chamou a atenção para o facto de esse acto eleitoral decorrer (dia 25 de Maio) uma semana depois do anunciado final do programa de assistência económica e financeira (17 de Maio).

 

"É a primeira vez que as pessoas vão votar findo o protectorado e com a convicção de que aqueles que defenderam apenas um resgate e que nós cumpríssemos e fechássemos o programa e passássemos a uma etapa de normalidade com regras saudáveis e com crescimento económico tiveram razão", sustentou.

 

Portas reconheceu que, nas eleições europeias, "a inclinação natural dos partidos, o gosto natural dos militantes" e o "sentimento generalizado dos delegados ao congresso, seja do CDS-PP seja do PSD, cada um pelas suas razoes, é que cada um vá com a sua bandeira, que cada um vá com a sua camisola".

 

"Estamos a quatro meses do fim do programa, temos que tratar desta última etapa, ainda temos dificuldades para vencer e os dois partidos que estão no Governo iam começar, legitimamente, a disputar os votos, ainda por cima votos que às vezes são próximos e teriam que ter alguma tensão? Isso era mais importante do que fechar o programa? Eu acho que não", defendeu.

 

Paulo Portas elogiou os dois deputados europeus do CDS-PP, Nuno Melo e Diogo Feio, e quis deixar "uma palavra" a Nuno Melo, que, disse, seria sempre o cabeça-de-lista do partido caso os centristas concorressem sozinhos.

 

O presidente centrista disse que Melo é "um magnífico eurodeputado" e um "magnífico político, com provas dadas no voto directo" e não apenas "num estúdio ou num jornal".

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