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Portas pede que eleitores se indignem contra "glorificação de José Sócrates"

O presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro apelou esta terça-feira aos eleitores para usarem "democraticamente o direito à indignação" contra a "glorificação de José Sócrates", que, ao ser "levado em ombros pelo PS", mostra que os socialistas não fizeram "autocrítica".

Bruno Simão/Negócios
Lusa 20 de Maio de 2014 às 15:02
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"Usem democraticamente o direito à indignação. O que é que isso quer dizer? Domingo não fiquem em casa, vão votar serenamente e travem o caminho desta glorificação de José Sócrates", afirmou Paulo Portas aos jornalistas.

 

No final de uma visita da Aliança Portugal a uma fábrica de transformação de bacalhau na Gafanha da Nazaré, concelho de Ílhavo, o presidente centrista disse que a campanha, não por vontade da coligação, "fica um pouco marcada" por aquilo a que chamou "o factor Sócrates".

 

"Eu apelo aos eleitores para pensarem bem quando virem José Sócrates, o homem que chamou a troika, o homem que assinou o memorando, o homem que nos levou ao precipício financeiro e que nos custou toda esta austeridade, na próxima sexta-feira, ser levado em ombros pelo PS. Pensem bem", pediu.

 

Paulo Portas dirigiu-se "aos eleitores do PSD e do CDS-PP que porventura tinham algum desânimo com razoes legítimas de insatisfação" para usarem desse "direito à indignação" relativamente ao ex-primeiro-ministro socialista que trouxe a Portugal uma situação de "dependência do exterior" e "três anos de sacrifício".

 

"Relativamente a eleitores socialistas, que são gente decente, que pensa pela sua cabeça, eu queria também deixar uma palavra: Uma coisa era o PS chegar aos portugueses e dizer nós sabemos o que se passou em 2011, nós reflectimos sobre isso, nós rectificámos, sabemos que cometemos erros e que esses erros custaram muito às pessoas, mas fizemos a revisão da matéria dada e a autocrítica e, por isso, comprometemo-nos a não repetir esses erros".

 

"Para isso, António José Seguro tinha que o dizer e não podia trazer para a campanha o autor do precipício e do resgate financeiro, o homem que chamou a troika, o homem que assinou o memorando, e o responsável por estes três anos de austeridade", disse.

 

Para o vice-primeiro-ministro, "José Sócrates ao lado de António José Seguro quer dizer que o PS em 2014 é igual ao de 2011", demonstrando que os socialistas ainda não foram capazes de um "acto de humildade relativamente ao que aconteceu em 2011".

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