Eleições Presidenciais no Brasil: Bolsonaro e Haddad na segunda volta a 28 de Outubro

Presidenciais no Brasil: Bolsonaro e Haddad na segunda volta a 28 de Outubro

O candidato às presidenciais brasileiras Jair Bolsonaro (PSL) obteve 46% dos votos e Fernando Haddad (PT), conquistou 29,3%. Vão disputar a segunda volta dentro de três semanas.
Negócios 08 de outubro de 2018 às 04:41

Vai haver segunda volta nas eleições presidenciais brasileiras. Quando faltavam apenas 220 das 454.490 secções de voto, pelas 00:39 em Brasília (04:39 em Lisboa), Jair Bolsonaro (Partido Social Liberal) liderava com 46,4% com 49.267.823 votos  e Fernando Haddad (Partido dos Trabalhadores) conquistava 29,26% com 31.309.021 votos nas eleições deste domingo, segundo a página online do Tribunal Superior Eleitoral.

Ambos os candidatos seguem agora para a segunda volta, já no próximo dia 28 de Outubro. O vencedor irá presidir aos destinos do Brasil de 1 de Janeiro de 2019 a 31 de Dezembro de 2022.

 

Nas projecções após o fecho das urnas, a Ibope – que realiza estudos de mercado e sondagens em toda a América Latina – apontava para uma segunda volta com os dois candidatos que já se esperava que viessem a ser os grandes adversários: Jair Bolsonaro (PSL), com 45%, e Fernando Haddad (PT), com 28%.

 

E foi isso mesmo que aconteceu. Bolsonaro e Haddad serão os dois adversários na segunda fase das eleições presidenciais.

Quanto já estavam apurados os votos de 93% das 454.490 secções, Bolsonaro já tinha descido dos quase 49% que chegou a ter nas contagens, mas com 47,03% dos votos liderava claramente – e acima do que tinha sido avançado nas projecções.

Bolsonaro foi esfaqueado no abdómen num acto de campanha a 6 de Setembro em Juiz de Fora (Estado de Mato Grosso), tendo passado por várias cirurgias e ficado internado durante 23 dias - sendo que após este atentado concentrou a sua campanha nas redes sociais, com a publicação de mensagens escritas e divulgação de vídeos.

Após a divulgação dos resultados, Haddad foi o primeiro a reagir. "A oportunidade de um 2.º turno é uma oportunidade inestimável que o povo nos deu. Nós queremos unir os democratas do Brasil", disse Haddad. "Vamos com a força do argumento para defender o Brasil e o seu povo", acrescentou, citado pela edição online de O Globo.



Já Bolsonaro comemorou o resultado da primeira volta numa transmissão via Facebook. O candidato do PSL disse que Brasil está "à beira do caos" e declarou que unirá o país se for eleito.

 

"O agradecimento que faço é a todos os brasileiros. Ganhámos em quatro regiões. Perdemos no Nordeste, mas a nossa votação no Nordeste foi muito boa e tenho a certeza que Deus ajudará por ocasião do segundo turno", afirmou Bolsonaro.

No Twitter, multiplicaram-se as mensagens de apoio e repúdio para com os candidatos, sendo de sublinhar muitos dos tweets que aplaudiam o Nordeste do país por ter sido o responsável por Bolsonaro não vencer já na primeira volta.




Mas se há quem esteja feliz por Bolsonaro não ter conseguido vencer na primeira volta, há também quem se congratule por o PT de Haddad ter vindo a perder terreno nos últimos anos.



Na terceira posição ficou Ciro Gomes (PDT), com 12,47%. Citado pel’O Globo, disse que irá reunir-se com a direcção do partido para decidirem a posição para a segunda volta, mas excluiu um apoio a Bolsonaro. "Ele não", afirmou Ciro.

O Brasil teve este domingo, recorde-se, eleições para eleger o seu novo presidente, um novo congresso de deputados e os governadores estaduais. A população foi escolher o presidente, 27 governadores e 54 senadores, além dos deputados federais e estaduais.

 

As urnas encerraram às 17h de Brasília (mas apenas às 19h no Estado do Acre – que tem duas horas de diferença em relação à capital –, correspondendo às 23h de Lisboa).




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