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Ribeiro e Castro critica comunicação social por cobertura centralizada "como nunca se tinha visto"

O cabeça de lista do CDS pelo Porto, Ribeiro e Castro, criticou hoje a cobertura da comunicação social da campanha eleitoral, que, em sua opinião, assenta num "grau de centralização extremo e absoluto, como nunca se tinha visto".

Lusa 30 de Maio de 2011 às 15:16
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Numa conferência de imprensa a que apenas compareceu a Agência Lusa, José Ribeiro e Castro referiu que "o facto prejudica seriamente o acesso da opinião pública ao que ocorre nos diferentes círculos eleitorais, em particular no círculo do Porto, o segundo círculo nacional, que elege 39 deputados no próximo dia 5 de Junho".

O candidato entende que alguma comunicação social decidiu, "aparentemente de forma concertada e lesando a concorrência, centrar unicamente a sua cobertura" nos principais líderes partidários, "ignorando todos os outros candidatos e a campanha que decorre diariamente nos círculos distritais e regionais".

Segundo Ribeiro e Castro, alguns órgãos de informação "agravam a discriminação, centrando as únicas excepções nos cabeças de lista do PS e do PSD, assim desprezando um terço do eleitorado do círculo do Porto e os deputados do CDS que realizaram mais de metade do trabalho parlamentar dos deputados do círculo".

A candidatura do CDS pelo Porto "deplora esta centralização, fortemente lesiva do olhar e da voz do Porto sobre Portugal e protesta contra a discriminação e exclusão que tem sido feita da sua campanha, da sua intervenção e das suas propostas", porque isso "é muito negativo" para o país.

"Queremos fazer um apelo a que, nos últimos dias que ainda faltam até ao final da campanha, esta distorção, esta centralização absurda e esta discriminação nefasta sejam corrigidas", disse José Ribeiro e Castro.

No seu entender, ainda, "este critério editorial empobrece a democracia e afecta a compreensão do público sobre as escolhas de 5 de Junho".

Questionado sobre se o CDS equaciona queixar-se à Comissão Nacional de Eleições, o candidato respondeu: "Admite num caso ou noutro". Mas em sua opinião tudo isto "é uma questão de bom senso e de sensibilidade democrática dos responsáveis editorais".

"Ou as pessoas acham de facto que Lisboa é Portugal e o resto é paisagem? Pobre país se todos pensam assim", comentou, para mais adiante considerar que "é muito negativo o que se perspectiva para a RTP-Norte".

"Nós, uma vez mais reafirmamos, a nossa discordância com os projectos de privatização e que isso prive o Norte de mais um canal de comunicação com o país", referiu ainda José Ribeiro e Castro.

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