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Vídeo: Assis e Lello não se entendem sobre se PS vai comprometer tomada de posse do Governo (act)

Está instalada a confusão sobre se o Partido Socialista vai recorrer para o Tribunal Constitucional, comprometendo o calendário pretendido pelo Presidente da república para a tomada de posse do Governo.

Rita Faria afaria@negocios.pt 15 de Junho de 2011 às 12:08
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Francisco Assis, depois da audiência com Cavaco Silva, garantiu que o PS não vai tomar qualquer decisão que represente um atraso na formação do Governo. Já depois da afirmação de Assis, José Lello reafirmou que o PS vai recorrer ao Tribunal Constitucional na impugnação dos votos do Rio de Janeiro

“Vamos apresentar um protesto junto da mesa eleitoral, mas já anunciámos a intenção de não avançar com recurso para o tribunal constitucional”, disse Francisco Assis no final da audiência com Cavaco Silva, garantindo que “da nossa parte, não haverá nenhum atraso neste processo conducente à formação do novo Governo”.

As declarações de Francisco Assis contrastam com as que foram proferidas à Lusa por dois deputados socialistas.

O dirigente socialista José Lello reafirmou que o PS vai recorrer ao Tribunal Constitucional na impugnação dos votos do Rio de Janeiro, imputando ao PSD a responsabilidade pelo atraso no processo de formação do Governo caso rejeite a impugnação.

Na sua página no Facebook, Lello garantiu que “dentro de minutos, vamos impugnar a contagem de votos oriundos do Rio de Janeiro”, uma vez que “as provas dos ilícitos de agenciação de votos, pelo PSD local, através do jornal Portugal em Foco,a bem do rigor, da transparência e da ética democráticas, não podiam passar em claro”.

“O veto do PR à lei para que o voto na emigração passasse todo a ser presencial, como o é para a eleição do PR,e não por correspondência, permitiu esta vergonha!”, acrescentou.

"Houve uma deficiência no cruzamento de informações para a delegação que foi ao Presidente da República e, portanto, estas declarações vão ser corrigidas pelo Francisco Assis", sublinhou Lello, que é secretário nacional para as Relações Internacionais do PS.

"A posição do PS é de que na assembleia-geral de apuramento (hoje à tarde) vai apresentar de novo a impugnação dos resultados da mesa do Rio de Janeiro", indicou Lello.

"Se esta impugnação não for aprovada, nós recorreremos imediatamente ao Tribunal Constitucional, portanto está nas mãos do PSD aceitar ou não esta impugnação. Estão (PSD) muito preocupados com qualquer tipo de atraso no processo eleitoral, está nas mãos do PSD evitar qualquer tipo de implicações que daí decorram", acrescentou José Lello.

O deputado do PS, Paulo Pisco, também garantiu hoje à agência de notícias que o PS vai recorrer para o Tribunal Constitucional (TC) com o pedido de impugnação dos votos do Rio de Janeiro por alegada fraude eleitoral.

O dirigente socialista José Lello reafirmou que o PS vai recorrer ao Tribunal Constitucional na impugnação dos votos do Rio de Janeiro, imputando ao PSD a responsabilidade pelo atraso no processo de formação do Governo caso rejeite a impugnação.

Em declarações à Lusa no local onde estão a ser contados os votos da emigração, em Lisboa, Paulo Pisco lamentou a decisão da mesa e reafirmou a intenção socialista de avançar com a impugnação da contagem dos votos do Rio de Janeiro.

O deputado socialista considerou que "é óbvio que há indícios de fraude eleitoral", reafirmando a intenção de recorrer ao TC, mesmo que isso atrase a tomada de posse do Governo.

De acordo com a SIC Notícias, também o deputado socialista José Lello, garantiu que o PS vai recorrer para o trabalho constitucional.

Caso se venha a confirmar este recurso, fica em causa a tomada de posse de Passos Coelho até ao dia 23 de Junho, dia do Conselho Europeu.

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