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Ana Gomes acusa Rangel de "enganar eleitores" ao admitir abandonar Parlamento Europeu

A eurodeputada socialista acusa Paulo Rangel de "desonestidade política", depois do cabeça-de-lista do PSD às europeias ter admitido abandonar o Parlamento Europeu (PE) caso os social-democratas vençam as legislativas em Portugal. Os eleitores ficam ainda mais esclarecidos sobre a ‘Política de Verdade’ apregoada pela Dra. Manuela Ferreira Leite , critica Ana Gomes.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 18 de Junho de 2009 às 13:27
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A eurodeputada socialista acusa Paulo Rangel de “desonestidade política”, depois do cabeça-de-lista do PSD às europeias ter admitido abandonar o Parlamento Europeu (PE) caso os social-democratas vençam as legislativas em Portugal. “Os eleitores ficam ainda mais esclarecidos sobre a ‘Política de Verdade’ apregoada pela Dra. Manuela Ferreira Leite”, critica Ana Gomes.

“É mais um flique-flaque rangélico, particularmente revelador do oportunismo do deputado Paulo Rangel e do seu partido”, disse ao Negócios a dirigente socialista, lembrando os ataques que o PSD lhe dirigiu a si e a Elisa Ferreira por se candidatarem nas europeias e às Câmaras de Sintra e do Porto, respectivamente.

“É também demonstrativo do cinismo do deputado Paulo Rangel porque repetidamente, durante a campanha, recusou responder aos reptos que eu própria lhe lancei no sentido de, em coerência com o ataque às ‘candidatas-fantasmas’, garantir que cumpriria integralmente o mandato de cinco anos no PE para que o PSD o propunha aos eleitores”, continuou Ana Gomes.



“Depois de eleito, Paulo Rangel vem admitir que, afinal, pode não cumprir o mandato no PE para assumir outras funções. Chama-se a isto desonestidade política. Chama-se a isto enganar os eleitores”, resumiu Ana Gomes, que foi considerada em 2007 a “Activista do ano” entre os eurodeputados.

Apesar das críticas, Ana Gomes não se mostra, porém, surpreendida com as declarações do vencedor das europeias de 7 de Junho. “Logo que o deputado Rangel recusou responder aos meus reptos, percebi que o fazia com reserva mental. E nunca tive ilusões sobre as suas ‘posições de princípio’ e do seu PSD”.

“Basta ver que Paulo Rangel há tempos apresentou o candidato do PSD à Câmara de Oliveira de Azeméis, o deputado Herminio Loureiro, que já disse tencionar acumular a Câmara com a presidência da Liga Portuguesa de Futebol”, acrescentou a socialista.

Contactado pelo Negócios, Vital Moreira, que encabeçou a lista socialista ao Parlamento Europeu, recusou-se a comentar as declarações do rival nas últimas eleições. “Prefiro não comentar o óbvio”, respondeu Vital Moreira.

Questionado ontem à noite num programa da SIC Notícias sobre a possibilidade de abandonar o Parlamento Europeu caso fosse convidado para integrar o Governo, Rangel não deixou margem para dúvidas: “Não afasto [a possibilidade], não me custa nada dizer que não afasto”.

Para o ainda líder parlamentar do PSD, essa era uma questão que “teria de ponderar depois na altura”. “Numa mudança radical de cenário [político em Portugal], não posso dizer que não pondero essa situação”, sublinhou no mesmo programa da SIC Notícias.

Numa entrevista ao JN durante a campanha eleitoral que culminou com a vitória laranja no primeiro acto eleitoral do ano, quando questionado sobre se tencionava cumprir o mandato em Estrasburgo, Rangel deu uma resposta clara: “Não tenho mais nenhum plano senão esse”.
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