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CDU responsabiliza PS e PSD por abstenção elevada

A CDU responsabilizou hoje PS e PSD pelos níveis "muito elevados" de abstenção, que pode situar-se entre os 60,7 e os 65,5 por cento, por estes partidos terem recusado referendar o Tratado de Lisboa.

Negócios com Lusa 07 de Junho de 2009 às 19:53
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A CDU responsabilizou hoje PS e PSD pelos níveis "muito elevados" de abstenção, que pode situar-se entre os 60,7 e os 65,5 por cento, por estes partidos terem recusado referendar o Tratado de Lisboa.

Em declarações aos jornalistas na sede do PCP, na Rua Soeiro Pereira Gomes, em Lisboa, Francisco Lopes, da comissão política do partido considerou que a abstenção resulta do "distanciamento com que tem sido conduzido todo o processo em relação às questões da União Europeia, de que é o principal exemplo a recusa do PS e do PSD de submissão a referendo do Tratado de Lisboa, contradizendo os próprios compromissos eleitorais que tinham assumido".

O dirigente comunista defende uma "maior informação sobre as consequências que tem no nosso país as decisões tomadas na União Europeia", promovendo mais debate sobre os assuntos comunitários.

Para Francisco Lopes, o combate à abstenção deve ser feito pelos partidos, que devem empenhar-se na mobilização do eleitorado, em "campanhas eleitorais que sejam feitas com as pessoas, esclarecendo e mobilizando as pessoas, e não campanhas-espectáculo dirigidas apenas aos trabalhadores e o povo como espectadores".

Na opinião do dirigente do PCP, a campanha da CDU ao Parlamento Europeu, cuja lista é encabeçada por Ilda Figueiredo, foi "exemplar", porque centrou-se "nos problemas nacionais e na sua articulação com as questões europeias".

Ilda Figueiredo chegou à sede do PCP poucos minutos antes das 19:00, tendo subido imediatamente para os andares superiores. O secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa, já se encontra na "Soeiro" desde cerca das 17:00, mas ainda não compareceu na sala onde se encontra a comunicação social e alguns militantes.

As urnas das eleições europeias de hoje encerraram hoje às 19:00, com as projecções avançadas a essa hora pelas televisões a indicarem uma abstenção estimada entre os 60,7 por cento (SIC) e 65,5 (TVI).

Nas europeias de 2004 votaram 38,8 por cento dos eleitores e a abstenção situou-se nos 61,2 por cento, mas a taxa mais elevada foi nas eleições de 1994, quando se atingiu 64,4 por cento.

A confirmarem-se as estimativas, a afluência às urnas será semelhante à registada há cinco anos.

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