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Congresso do PPE começa hoje em Dublin e marca arranque de campanha

O Partido Popular Europeu inicia hoje dois dias de congresso em Dublin (Irlanda), para discutir o seu programa para as eleições europeias e eleger o candidato a presidente da Comissão Europeia, que deverá ser o luxemburguês Jean-Claude Juncker.

Lusa 06 de Março de 2014 às 10:40
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Para esta reunião magna do Partido Popular Europeu (PPE), a maior família política europeia (centro-direita), apresentaram-se como candidatos à liderança do executivo comunitário apenas três nomes: o ex-primeiro-ministro do Luxemburgo e antigo presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, o ex-primeiro-ministro da Letónia Valdis Dombrovskis e o atual comissário europeu do Mercado Interno, Michel Barnier.

 

Os principais líderes do PPE chegam à capital irlandesa a meio da tarde de hoje, depois de um Conselho Europeu informal em Bruxelas, agendado na terça-feira, para discutir a escalada de tensão com a Rússia e os problemas na Ucrânia.

 

Este primeiro dia de congresso deverá ser marcado pela reeleição de Joseph Daul como presidente do maior partido de centro-direita europeu, que concorre sozinho a um segundo mandato e conta com intervenções de vários líderes partidários e chefes de Governo (que estão principalmente na oposição nos seus países), terminando com um jantar fechado, em que estará presente o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho.

 

Antes das intervenções políticas, no centro de convenções de Dublin, decorrerão entre hoje e sexta-feira de manhã os "Dias de Estudo do Grupo Parlamentar do PPE", em que participarão, do lado português, o eurodeputado e cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP às europeias, Paulo Rangel, o vice-primeiro-ministro e líder centrista, Paulo Portas (na sexta-feira, sobre relançar a economia social de mercado), e a ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque (na quinta-feira, sobre crescimento e retoma).

 

O segundo dia de congresso, sexta-feira, arranca com intervenções dos principais líderes europeus, com uma ordem que ainda não está definida: Angela Merkel (Alemanha), Pedro Passos Coelho (Portugal), Mariano Rajoy (Espanha), Enda Kenny (Irlanda), Donald Tusk (Polónia), Jyrki Katainen (Finlândia), Antonis Samaras (Grécia) ou ainda dos atuais presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman van Rompuy.

 

Após os discursos, terá lugar a eleição do candidato do PPE à presidência da Comissão Europeia, estando prevista uma conferência de imprensa do recém-eleito.

 

Há algumas semanas, a imprensa internacional dava como certo o apoio da chanceler alemã, Angela Merkel, a Juncker para o próximo mandato à frente da Comissão Europeia.

 

Também o vice-primeiro ministro português, Paulo Portas, já confessou ter "simpatia" pela candidatura de Jean-Claude Juncker, defendendo que é um político "experiente e respeitado" e bem aceite no sul, norte e centro da Europa.

 

Outros nomes veiculados nas últimas semanas pela imprensa internacional como potenciais candidatos são os da actual directora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, do finlandês Jyriki Katainen, do irlandês Enda Kenny ou do polaco Donald Tusk.

 

Já Durão Barroso, que está há dez anos no cargo e pelo menos até Outubro continuará como presidente da Comissão Europeia, tem mantido o silêncio em relação ao seu futuro político, sendo contudo improvável que concorra a um terceiro mandato, algo inédito na história da União Europeia.

 

Na terça-feira, num debate em Bruxelas, Barroso recusou comentar as candidaturas já existentes à liderança do executivo comunitário no contexto das eleições europeias e afirmou que será sempre "um livre-pensador", independentemente das suas funções políticas, que lembrou serem "temporárias por natureza".

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