Europeias Costa critica "piadinhas" mediáticas e pede a Pedro Marques para ser igual a ele próprio

Costa critica "piadinhas" mediáticas e pede a Pedro Marques para ser igual a ele próprio

O secretário-geral do PS pediu ao cabeça de lista dos socialistas, Pedro Marques, para ser igual a ele próprio, recusando uma campanha "de piadinhas" e para agradar aos comentadores e às televisões.
Costa critica "piadinhas" mediáticas e pede a Pedro Marques para ser igual a ele próprio
Hugo Delgado/Lusa
Lusa 14 de maio de 2019 às 23:22

António Costa falava no encerramento de um comício do PS em Faro, durante o qual fez a defesa do "número um" europeu dos socialistas, Pedro Marques, e atacou o CDS-PP e o PSD, sobretudo os cabeças de listas europeus destes partidos, respetivamente Nuno Melo e Paulo Rangel.

 

"Há uma enorme diferença entre aqueles que escolhem bons candidatos para aparecer na televisão e aqueles que escolhem bons deputados para representar toda a nação. Por isso, Pedro [Marques] sê igual a ti próprio, nós somos iguais a nós próprios", disse.

 

De acordo com o líder socialista, o PS não vai "entrar num concurso de piadinhas nem em campanha suja".

 

"Podemos não ter setas paria cima [na comunicação social], podemos não agradar aos comentadores, podemos não agradar às televisões, mas agradamos à nossa própria consciência, porque chegamos a casa e temos respostas para dar", afirmou, recebendo uma prolongada ovação da plateia.

 

Depois, comparou o perfil político executivo de Pedro Marques com o de Paulo Rangel e Nuno Melo.

 

"Eu não sei se Pedro Marques vai estar dez anos no Parlamento Europeu. Mas há uma coisa que sei: Nem que esteja lá seis meses fará mais do que Rangel e Melo nestes dez anos", declarou, arrancando nova salva de palmas da plateia.

 

António Costa defendeu que Pedro Marques "tem obra para apresentar e não está há dez anos em Bruxelas sem ser capaz de dizer uma única coisa de útil que tenha feito pelo país, por qualquer português ou qualquer empresa em Portugal".

 

"É verdade que Pedro Marques está há muitos anos na política", disse, elogiando depois a sua ação enquanto secretário de Estado da Segurança Social entre 2005 e 2011, mas também como ex-ministro do seu Governo.

 

"Percorreu todo o país, procurou responder àquilo que era a necessidade urgente de relançar obras que estavam paradas e de planear obras que era necessário pôr a andar", sustentou.

 

 




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