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Derrota do PS é "expressiva condenação da política do governo"

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse hoje que a derrota do PS nas eleições europeias é uma "expressiva condenação da política do governo", um resultado que espera ver repetido em Setembro, nas legislativas.

Negócios com Lusa 07 de Junho de 2009 às 01:24
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O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse hoje que a derrota do PS nas eleições europeias é uma "expressiva condenação da política do governo", um resultado que espera ver repetido em Setembro, nas legislativas.

A vitória do PSD nas eleições de hoje, colocando o PS em segundo lugar, que se traduziu na perda de deputados e de votos para os socialistas, "constitui uma expressiva condenação da política do governo e uma indisfarçável erosão da sua base social de apoio", afirmou Jerónimo de Sousa em conferência de imprensa, na sede do PCP em Lisboa.

Para o líder comunista, os resultados alcançados pelo PS expressam "uma clara condenação" da "política e orientações" dos socialistas.

Jerónimo de Sousa considerou "possível e indispensável" que em Setembro seja imposta uma "nova e expressiva derrota a este governo e à política de direita".

Na sua declaração, Jerónimo de Sousa não deixou passar em claro a vitória do PSD, destacando que "a leitura dos resultados" procura "estimular artificialmente uma dinâmica de bipolarização tendente a iludir a plena identidade de propostas e políticas que, como a campanha das europeias revelou, unem PS e PSD".

"O que o país reclama", sustentou, "é uma clara ruptura com a política de direita que há mais de 33 anos PS e PSD promovem alternadamente".

Jerónimo de Sousa capitalizou os resultados eleitorais do PS, ao garantir que estes são "inseparáveis da luta, protesto e indignação que uniu e juntou centenas de milhar de portugueses na defesa do direito ao trabalho, dos serviços públicos e de conquistas sociais", que contou com o apoio dos comunistas.

O líder comunista reafirmou ainda que "quer o governo quer os interesses económicos associados à política de direita" temem o voto na CDU, porque põe em causa, "não apenas em palavras, mas pela acção e projecto alternativos, a política de direita e os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros".



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