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Dijsselbloem: Resultados das eleições europeias mostram que os "eleitores estão impacientes"

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, considerou esta segunda-feira em Sintra que o resultado das eleições para o Parlamento Europeu é uma "mensagem clara" dos eleitores, que "estão a ficar impacientes" e que pedem mais crescimento e emprego.

Ints Kalnins/Reuters
Lusa 26 de Maio de 2014 às 10:46
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O também ministro das Finanças da Holanda falava aos jornalistas à chegada do 'ECB Forum on Central Banking', organizado pelo Banco Central Europeu (BCE), que teve início no domingo e decorre até terça-feira, em Sintra.

 

"Os resultados são uma mensagem clara e mandatam-nos para alcançar mais resultados a nível de crescimento e de emprego nos próximos anos. As pessoas estão a ficar impacientes em vários países", disse Jeroen Dijsselbloem, quando questionado pelos resultados eleitorais.

 

Um dos países, apontou o presidente do Eurogrupo, é Portugal: "Portugal está muito bem e em alguns aspectos melhor do que esperávamos. O crescimento está a surgir e o desemprego está a começar a descer. Mas o crescimento tem de se tornar forte e temos de dar resposta em termos de crescimento e da criação de emprego. As pessoas estão a ficar impacientes e eu percebo isso", afirmou.

 

Questionado sobre se o resultado das eleições não seria um 'cartão vermelho' à rigidez das reformas económicas, Jeroen Dijsselbloem admitiu que "as reformas podem ser desenhadas de forma mais inteligente", mas reafirmou a sua importância.

 

"Temos de continuar a agenda reformista para nos tornarmos mais competitivos. Se queremos mais crescimento, e precisamos de crescimento para ter emprego, temos de ser mais competitivos - isto aplica-se à maioria dos países da Europa", afirmou.

 

Quanto à dívida dos países europeus, o presidente do Eurogrupo disse que "a confiança regressou à Zona Euro e que o crescimento está a surgir", reafirmando a importância de um crescimento forte para criar emprego.

 

"E, nos próximos anos, vamos conseguir [esse crescimento] e a questão da dívida vai ser resolvida gradualmente. Essa é outra razão pela qual precisamos de um crescimento forte e de medidas que o alavanquem", disse.

 

O PS é o partido com mais mandatos nas eleições europeias de domingo depois de apurados os resultados em todas as 3.092 freguesias de Portugal e em 54 dos 71 consulados, segundo dados da Direção Geral de Administração Interna (DGAI).

 

Os resultados indicam sete deputados (31,45%) para o PS, seis (27,71%) para a Aliança Portugal (PSD/CDS-PP), dois (12,68%) para a CDU (PCP-PEV), um (7,15%) para o Partido da Terra (MPT) e outro (4,56%) para a Bloco de Esquerda, faltando atribuir quatro dos 21 mandatos de Portugal no Parlamento Europeu, que dependem dos resultados no estrangeiro.

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