Europeias Europeias: Nuno Melo desafia Seguro a clarificar posição sobre dívida portuguesa

Europeias: Nuno Melo desafia Seguro a clarificar posição sobre dívida portuguesa

Nuno Melo, candidato do CDS na coligação com o PSD para as próximas eleições europeias, desafiou na quinta-feira o secretário-geral do PS a clarificar a sua posição sobre a mutualização da dívida.
Europeias: Nuno Melo desafia Seguro a clarificar posição sobre dívida portuguesa
Sara Matos/Negócios
Lusa 11 de abril de 2014 às 00:24

O eurodeputado do CDS recuperou o tema, após Martin Shulz, candidato dos socialistas europeus à presidência da Comissão Europeia, ter, esta semana, rejeitado a possibilidade desse processo para os países submetidos ao programa de assistência financeira.

 

Nuno Melo apontou que "António José Seguro tinha defendido que a mutualizaçao seria o melhor caminho a seguir para Portugal", mas, agora, perante a posição, contrária, de Martin Shulz, o centrista quer uma reacção do secretário-geral do PS.

 

"Acho importante que António José Seguro responda aos portugueses, se apoiará à presidência da Comissão Europeia o candidato dos socialistas europeus, que, antecipadamente, se opõe à pretensão da mutualização da dívida, algo que o PS, em Portugal, entende como único caminho", afirmou Nuno Melo à Agência Lusa.

 

O centrista falou em "realidades que não casam" e diz que vai aguardar, com expetativa, como vai "António José Seguro fazer campanha na rua pelo candidato europeu do partido que tem uma posição diferente da sua, neste tema".

 

Nuno Melo abordou o assunto à margem de uma conferência na Póvoa de Varzim, subordinada ao tema "O CDS no debate do projecto europeu", organizada pela Distrital do Porto, no âmbito do 40.º aniversário da fundação do partido.

 

O deputado europeu considerou "que o CDS teve razão antes do tempo, ao ter escrito, logo na sua declaração de princípios, em 1975, que apoiava o desígnio europeu e a vontade de integração na CEE".

 

Em fase de pré-campanha para as eleições europeias, Nuno Melo acha "importante debater alguns conceitos da génese do partido sobre a Europa junto das estruturas locais".

 

Noutro âmbito, quando instado a pronunciar sobre a proposta do Bloco de Esquerda para um referendo nacional ao Tratado Orçamental Europeu", o candidato do CDS foi parco em palavras.

 

"Vi sem grande sentido essa proposta do Bloco de Esquerda, como, de resto, acabou por ser bem explicado pelo Paulo Rangel [cabeça de lista da coligação PSD/CDS], com termos que subscrevo totalmente", vincou.




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