Europeias Hollande e Cameron dizem que UE tem de mudar e pedem "reorientação" para o emprego

Hollande e Cameron dizem que UE tem de mudar e pedem "reorientação" para o emprego

O presidente francês e o primeiro-ministro britânico defenderam esta terça-feira que os resultados das eleições europeias mostram que a União Europeia vive uma situação problemática e que os cidadãos exigem uma "reorientação" para o crescimento e o emprego.
Hollande e Cameron dizem que UE tem de mudar e pedem "reorientação" para o emprego
Bloomberg
Lusa 27 de maio de 2014 às 18:17

As posições de François Hollande e David Cameron, líderes de países onde a extrema-direita e os partidos eurocépticos obtiveram resultados historicamente elevados, foram assumidas à entrada para um jantar informal de chefes de Estado e de Governo, em Bruxelas, onde os líderes europeus vão discutir os resultados das eleições europeias do passado domingo e iniciar as negociações para escolher o próximo presidente da Comissão Europeia. 

 

"A Europa precisa de uma reorientação. Essa foi a mensagem" dos eleitores, considerou François Hollande, que lamentou os 25% alcançados pela extrema-direita de Marine Le Pen: "Não posso obviamente desejar que um em cada quatro cidadãos franceses votem na Frente Nacional".

 

Temos um problema, mas este não é apenas um problema para França, é um problema europeu e a Europa deve entender isso.
 
François Hollande
Presidente de França

O presidente francês manifestou-se preocupado com estes resultados, mas disse que lhe dão "mais força" para lutar "por uma outra Europa" e para combater o desemprego e a precariedade.

 

"Temos um problema, mas este não é apenas um problema para França, é um problema europeu e a Europa deve entender isso", declarou, em resposta aos jornalistas.

 

Cameron: "Devem ser os Estados-membros a construir a Europa"

 

O chefe do governo britânico, David Cameron, fez uma declaração incisiva, não respondendo às perguntas dos jornalistas e entrando imediatamente para o edifício do Conselho Europeu: "Houve uma mensagem clara e a União Europeia não pode ignorar estes resultados e continuar como se nada fosse, precisamos de uma mudança e de nos concentrarmos no emprego e no crescimento".

 

Cameron criticou directamente Bruxelas, que disse ter-se tornado "demasiado mandona" e "grande", com uma interferência excessiva na conduta dos Estados-membros. "Devem ser os Estados-membros a construir a Europa (...) não podemos continuar na mesma", concluiu.

 

No Reino Unido, o Partido pela Independência (UKIP), liderado pelo eurodeputado Nigel Farage, eurocéptico e um acérrimo crítico das políticas de imigração europeias e do euro, venceu as eleições europeias.




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