Europeias Paulo Rangel: "Circunstâncias difíceis" e "turbulência interna" penalizaram PSD

Paulo Rangel: "Circunstâncias difíceis" e "turbulência interna" penalizaram PSD

O PSD terá eleito seis eurodeputados, mantendo a representação no Parlamento Europeu.    
Paulo Rangel: "Circunstâncias difíceis" e "turbulência interna" penalizaram PSD
Lusa
Nuno Carregueiro 26 de maio de 2019 às 22:41

O candidato do PSD às europeias assumiu hoje que o partido não cumpriu os dois objetivos a que se tinha proposto nas eleições.

 

Começando por lamentar a abstenção, que foi "maciça", Paulo Rangel felicitou o PS pela vitória que teve, "com todo o fair play".

 

"Arrancamos para este desafio em circunstâncias difíceis, com a criação de novos partidos na área do PSD e alguma turbulência interna", disse Paulo Rangel, que também assumiu a responsabilidade pelo resultado.

 

No seu discurso, Rangel reconheceu que o partido tinha fixado dois objetivos e não os atingiu. O primeiro passava por ganhar as eleições, o "que implicava uma subida muito grande". E "se não fosse possível, subir do patamar de 2014 e garantir a eleição de mais deputados".

 

Segundo Rangel, o PSD terá eleito seis eurodeputados, mantendo a representação no Parlamento Europeu.

 

No entender do candidato do PSD, o partido conseguiu aumentar o número de votos. Quando estão contados os votos de quase todas as freguesias, o PSD segue com menos de 23%, quando em 2014 atingiu 27%, mas coligado com o CDS.

 

Rangel diz que é preciso descontar o CDS, pelo que considera que o PSD aumentou os votos face a 2014.

 

"Há que assumir que o objetivo que o PSD definiu não foi conseguido", reforçou Rangel, assumindo que a "mensagem contra o governo não terá passado".

 

"Assumo a responsabilidade" pelo resultado, que revela uma "diferença grande" face ao PS, acrescentou Rangel, lamentando ainda a "OPA da campanha" e a "nacionalização por parte do primeiro-ministro".




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