Europeias PS vence europeias por larga margem

PS vence europeias por larga margem

A candidatura encabeçada por Pedro Marques venceu as eleições europeias deste domingo.
David Santiago 26 de maio de 2019 às 20:00

O PS ganhou as eleições para o Parlamento Europeu realizadas este domingo, 26 de maio. Num ato eleitoral que fica novamente marcado (negativamente) pela elevada taxa de abstenção (provavelmente a maior de sempre), a lista socialista protagonizada por Pedro Marques vence de forma clara, conseguindo uma diferença acima de 10 pontos percentuais, que faz lembrar as vitórias de 2004 e 1999.

Os resultados oficiais divulgados já depois das 22:00 vieram confirmar as projeções à boca das urnas realizadas para as televisões portuguesas.

Quando estão contados os votos em 99,5% das freguesias, o PS segue com 33,36% dos votos, reforçando a vitória de 2014 (31,5%), o que deverá dar ao partido mais um eurodeputado (num total de nove).

 

Quanto ao PSD, confirma-se o mau resultado para que apontavam as sondagens e as projeções, ficando a mais de 10 pontos de distância dos socialistas. Os sociais-democratas obtiveram 22,15% dos votos, o que representa o pior resultado de sempre do partido em europeias (em 2014, coligado com o CDS, obteve 27,7%). Os sociais-democratas mantêm seis deputados no Parlamento Europeu.

 

O Bloco de Esquerda é um dos vencedores da noite, com uma votação que fica próxima dos 10% (segue com 9,79%). O outro é o PAN, que garantiu a eleição do primeiro eurodeputado, com uma votação de 5,07%.

 

CDU e CDS são os perdedores. Os comunistas baixam para 6,71% (12,68% em 2014) e os centristas caem para o quinto lugar, com 6,23%.


PS no topo superior das projeções

A projeção da Universidade Católica para a RTP aponta para um resultado entre 30% e 34% do PS, com os socialistas a elegerem entre 8 e 9 eurodeputados. O PSD não vai além dos 20%-24%, com 5 a 6 mandatos.

O Bloco de Esquerda obtém entre 9% e 12% (2 a 3 eurodeputados) e garante o terceiro lugar, enquanto a CDU tem entre 7% e 9% (2 eurodeputados).

Já o CDS fica entre 5% e 7%, podendo eleger entre 1 e 2 eurodeptuados, sendo o PAN a grande surpresa ao alcançar entre 4% e 6%, o que garante a estreia no Parlamento Europeu ao partido.

Também a projeção dos institutos ICS-ISCTE para a SIC não deixa margem para dúvidas acerca da vitória dos socialistas. O PS vence (30,9%-34,9%), o PSD fica em segundo (21,8%-25,8%), o Bloco ascende a terceiro (8,5%-11,5%), a CDU recua para a quarta posição (5,3%-8,3%), e o PAN alcança um resultado próximo ao do CDS (ambos com uma estimativa situada entre 4,7% e 7,3%).

Leitura rápida às projeções

• O PS vence as segundas europeias consecutivas. Resta saber a margem do resultado, sendo que, em 2014, o agora primeiro-ministro António Costa considerou que a vitória por 3,75 pontos percentuais face à candidatura conjunta PSD-CDS tinha sido "poucochinho";
• O PSD (que há cinco anos concorreu com o CDS) arrisca-se perder um eurodeputado. Em conjunto, PSD e CDS elegeram 7 eurodeputados em 2014, sendo que 6 eram sociais-democratas e um centrista. Agora, a lista liderada por Paulo Rangel pode manter os 6 eurodeputados ou perder um;
• Bloco substitui CDU como terceira força no Parlamento Europeu. Os bloquistas podem eleger os três eurodeputados conseguidos em 2014 pela CDU, mas tem certa a eleição de dois parlamentares, o que representa uma melhoria face a um único deputado eleito há cinco anos;
• A CDU perde um eurodeputado mas mesmo no pior cenário garante pelo menos dois deputados no plenário europeu;
• O CDS tem uma relevante derrota, não elege o segundo eurodeputado nem fica à frente dos dois partidos mais à esquerda (BE e PCP). Na projeção revelada pela SIC o resultado da lista liderada por Nuno Melo é ainda pior, já que centristas e o PAN ficam empatados;
• O PAN é um dos grandes vencedores: depois de se ter estreado na Assembleia da República em 2015, agora também se estreia no Parlamento Europeu, em ambos os casos com a eleição de um representantes. Com um "score" próximo daquele obtido pelo CDS, o partido de André Silva consolida uma posição no sistema partidário português;
• A esquerda cresce e a direita cai. O bloco constituído por PS, Bloco e CDU deve eleger mais eurodeputados do que em 2014, enquanto a direita (PSD e CDS) deverá perder pelo menos um mandato. 

(Notícia atualizada às 22:55)



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