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Paulo Rangel: PS "não tem um pensamento para a Europa"

O cabeça de lista da coligação PSD/CDS criticou os socialistas por tratarem as eleições europeias como se fossem eleições legislativas e não apresentarem uma agenda europeia.

Lusa 27 de Abril de 2014 às 20:28

"O PS não tem agenda europeia, não tem um pensamento para a Europa, só fala do Governo a toda a hora. Não sabemos o que é que os socialistas vão fazer para o Parlamento Europeu, não sabemos o que querem fazer na Comissão Europeia porque eles não falam disso. Só dizem que é preciso mudar de Governo", disse Paulo Rangel este domingo num debate em Ermesinde, concelho de Valongo.

 

O líder da coligação "Aliança Portugal" garante que não tem qualquer problema em debater as questões nacionais. "Até tenho gosto nisso, porque acho que é importante fazer pedagogia e dizer aos portugueses que, embora podendo discordar desta ou daquela medida, por ter sido mais injusta ou menos oportuna, globalmente o caminho não podia ser outro", sublinhou.

 

Paulo Rangel disse que nas instâncias europeias ouve falar sobre Portugal todos os dias. "Ouço e vejo o que as pessoas pensam, e aquilo que dizem os nossos parceiros e muitas vezes os nossos credores é que o caminho não podia ser outro", referiu.

 

"Agora o que eu digo é que o PS não tem uma agenda europeia, porque só fala do Governo, não é capaz de falar de nada da europa. E agora vejam a ironia, durante três anos António José Seguro disse que o Governo não fazia nada na Europa e não tinha política europeia, chegou às eleições europeias e ele não fala da Europa nem de política europeia, só fala do Governo e de assuntos nacionais", frisou.

 

O candidato da coligação PSD/CDS considera, por isso, que "o PS está sempre fora do tempo, porque quando se quer tratar das questões nacionais quer falar da Europa e quando é a altura de falar da Europa só fala de questões nacionais".

 

"Há um único ponto que o PS abordou em termos europeus e esse ponto é o da mutualização da dívida. Foi a única proposta que eu lhe ouvi, mas agora já nem fala dela. Pois bem, o candidato que eles apoiam a presidente da Comissão Europeia, que é um alemão, veio dizer que a mutualização da dívida que o PS português propõe está fora da agenda. Até diz que não está na agenda porque os juros baixaram muito", referiu.

 

Ou seja, acrescentou, "a única proposta que António José Seguro tinha para a Europa foi desmentida pelo seu candidato à Comissão Europeia. É, por isso, que agora já nem fala da Europa, porque foi desautorizado, desmentido pelo seu candidato".

 

O candidato do PSD/CDS às Europeias iniciou a sua intervenção apelando ao voto e explicando a importância de votar nas eleições de 25 de maio e terminou abordando os pontos essenciais do seu programa.

 

"O grande objectivo é trazer crescimento a Europa, porque Portugal vai naturalmente crescer e criar emprego, vai exportar e ter uma capacidade de evolução muito grande. Estamos empenhados em fazer reformas em Portugal e na Europa que induzam crescimento para este território no qual estamos economicamente integrados", disse.

 

E acrescentou: "Por isso nós queremos o mercado único digital, o mercado único clássico, o tratado de comércio livre com os EUA, que mudará a nossa posição geoestratégica, geopolítica e geoeconómica, queremos liderança na economia do mar e a integração dos mercados energéticos. Para nós é fundamental criar um terceiro corredor que ligue a Península Ibérica ao resto da Europa para exportar as energias renováveis que Portugal tem e para exportar o gás que vem da Argélia e o que pode chegar por via marítima a Sines".

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