Europeias Sondagem: PSD perde fôlego na reta final e deixa PS fugir

Sondagem: PSD perde fôlego na reta final e deixa PS fugir

O PSD perdeu terreno e deixou o PS isolado como provável vencedor nas europeias de domingo. Socialistas podem eleger mais três eurodeputados do que os sociais-democratas. Bloco dispara para garantir a eleição de três deputados ao Parlamento Europeu.
Sondagem: PSD perde fôlego na reta final e deixa PS fugir
Miguel A. Lopes/Lusa
David Santiago 24 de maio de 2019 às 08:00

Se a disputa das eleições europeias de domingo fosse uma corrida, poder-se-ia dizer que apesar de ter partido com atraso, o PSD recuperou terreno até ficar quase lado a lado com o PS para, na reta final, perder fôlego e deixar-se ficar para trás.

É isso que nos mostra a sondagem da Aximage para o Negócios e o CM, que atribui 32,5% das intenções de voto ao PS e 25,4% ao PSD. Se entre janeiro e abril os sociais-democratas cresceram mais de 50% para ficarem a menos de três pontos percentuais dos socialistas, no último mês o PSD cai quase quatro pontos e o PS cresce perto de um.



A confirmar-se o resultado projetado pela Aximage, a candidatura socialista protagonizada por Pedro Marques escapa a uma vitória por "poucochinho" como a de há cinco anos para vencer com confortáveis sete pontos percentuais de vantagem sobre a lista social-democrata encabeçada por Paulo Rangel.

Mais, o PS consegue eleger entre oito e nove eurodeputados (se eleger nove consegue o melhor resultado desde as europeias de 2004 em que colocou 12 deputados no Parlamento Europeu), enquanto o PSD elege entre seis e sete, o que significa que os socialistas podem ter mais três eurodeputados do que os sociais-democratas.

Na luta pelo terceiro lugar do pódio é o Bloco de Esquerda que sai vencedor, diz a Aximage. A lista liderada por Marisa Matias, que em abril surgia empatada com a CDU (coligação eleitoral entre PCP e Verdes), regista a maior subida (cresce três pontos) para atingir 11,4% de votos válidos. Depois de em 2014 não ter chegado sequer aos 5% e de ter elegido apenas Marisa Matias, com este resultado o Bloco elegeria três eurodeputados e repete o feito obtido em 2009.

Também a CDU sobe, embora apenas um ponto para 9,3%, ficando bastante aquém do bom resultado conseguido há cinco anos e que faria a lista liderada por João Ferreira perder um eurodeputado comparativamente com os três eleitos em 2014.

O CDS cai na mesma medida da subida da CDU, com a candidatura de Nuno Melo a ficar-se pelos 6,8%, ainda assim suficiente para os centristas acalentarem esperanças de reforçar a representação em Estrasburgo (podem eleger entre um e dois eurodeputados).

No campeonato dos pequenos partidos, o estudo da Aximage individualiza apenas a Aliança (2,5%) e o PAN (1,4%), no entanto nenhum assegura lugares no PE.

A recuperação empreendida pelo PSD foi em grande medida impulsionada pelo desgaste que a polémica da nomeação de familiares para cargos ministeriais causa ao PS (e ao Governo), porém o desfecho da crise dos professores não só interrompeu a ascensão dos sociais-democratas e os deixou em queda como recolocou os socialistas numa tendência positiva.

Perto de dois terços (61,4%) dos inquiridos pela Aximage antecipa que o PS vai vencer as eleições de 26 de maio e somente 13,7% acreditam que o PSD pode ganhar.

Marisa Matias é a melhor candidata

A bloquista é claramente avaliada como a melhor cabeça de lista, sendo mesmo a única a conseguir uma nota positiva (11, numa escala de 0 a 20) em termos globais e mesmo no eleitorado dos partidos adversários. No caso dos eleitores do PS, a bloquista consegue mesmo melhor nota (14) do que o socialista Pedro Marques (13,7). Marisa destacou-se no período de pré-campanha e campanha eleitoral como a candidata mais avessa à troca de galhardetes e mais focada na discussão de temas relacionados com a União Europeia.

Seguem-se com avaliações muito próximas entre si os candidatos João Ferreira (8,9), Paulo Rangel (8,7), Pedro Marques (8,6) e Nuno Melo (7,8).

Ficha técnica

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel. Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 622 entrevistas efectivas: 300 a homens e 322 a mulheres; 59 no Interior Norte Centro, 89 no Litoral Norte, 108 na Área Metropolitana do Porto, 109 no Litoral Centro, 174 na Área Metropolitana de Lisboa e 83 no Sul e Ilhas; 110 em aldeias, 163 em vilas e 349 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral. Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 16 a 20 de Maio de 2019, com uma taxa de resposta de 73,5%. Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 622 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,019 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 3,80%). Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de João Queiroz.




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