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BE denuncia "generosa borla" ao concessionário da "PPP gigantesca" do Metro de Lisboa

A porta-voz do BE, Catarina Martins, acusou o Governo de ter dado "uma generosa borla" ao concessionário do Metropolitano de Lisboa, na "maior PPP dos últimos anos", que custa mais ao Estado do que a indemnização compensatória.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 25 de Setembro de 2015 às 01:26
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Num comício em Setúbal, durante o qual se referiu a um anexo "meio escondido" publicado na quarta-feira em Diário da República sobre a subconcessão do Metropolitano de Lisboa, Catarina Martins fez as contas e recordou que quando a Metro era público se pagava 32 milhões de euros de indemnização compensatória e, agora que vai para uma concessionária privada, o Estado fica com a dívida da empresa pública, paga parte dos salários aos trabalhadores e entrega ao privado 55 milhões de euros anuais até 2024.

 

"Hoje Paulo Portas e Passos Coelho cantavam juntos 'amigos para sempre. Bem não era com certeza das pessoas que vivem neste país que estavam a falar. Talvez destes concessionários a quem dão generosas borlas com uma PPP [parcerias público-privadas] gigantesca, a maior dos últimos anos a ser entregue a duas semanas das eleições. Isto chama-se assalto ao país e nós estamos aqui para travar o assalto", acusou.

 

Segundo a deputada bloquista, "a história da PPP não acaba aqui" porque "se as receitas de bilheteira não chegarem ao que estava previsto quem paga é "o Orçamento do Estado", condenando a conta mais elevada que vai custar deixar de pagar as indemnizações compensatórias.

 

Estas críticas surgem um dia depois da assinatura do contrato de subconcessão da Carris e do Metro de Lisboa à Avanza, assinado na quarta-feira entre o Governo e o grupo espanhol, cerimónia que decorreu à porta fechada e foi presidida pela ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e pelo ministro da Economia, António Pires de Lima.

 

"A proposta do grupo Avanza representa poupanças, quer para as empresas quer para o Estado, de cerca de 215 milhões de euros ao longo do período dos contratos", sublinhou o Governo no comunicado.

 

Catarina Martins foi peremptória no apelo ao voto: "temos que procurar soluções novas porque dos problemas velhos estamos fartos, fartos, fartos".

 

A bloquista voltou a recordar muitas das promessas falhadas de Passos Coelho na campanha eleitoral de 2011, retomando ainda as críticas à interferência da Comissão Europeia nas eleições em Portugal, quando hoje foi dito que não seriam precisas novas medidas de austeridade apesar do aumento do défice de 2014 com os efeitos do Novo Banco. "A primeira reivindicação que tem que ser feita é o aumento do salário mínimo nacional", defendeu, pedindo que nestas eleições seja feito diferente porque "chega da mentira da austeridade".

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