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Catarina Martins coloca a Costa condições para um diálogo de Governo PS/BE

A porta-voz do Bloco de Esquerda manifestou-se disponível para um diálogo de Governo caso os socialistas abdiquem das suas propostas nas pensões e lei laboral, mas António Costa não respondeu e defendeu uma esquerda sem "fantasias".

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 15 de Setembro de 2015 às 00:42
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Este desafio a António Costa foi lançado por Catarina Martins no final de uma hora de frente-a-frente na TVI24, já depois de o líder socialista ter acusado o Bloco de Esquerda de nunca ter contribuído para a governabilidade, nem no país, nem na Câmara de Lisboa (onde rompeu com o vereador Sá Fernandes).

 

No seu minuto final de intervenção, Catarina Martins surpreendeu ao enunciar condições para um diálogo de Governo entre socialistas e bloquistas logo no dia após as eleições de 04 de Outubro. "Se o PS estiver disponível para abandonar esta ideia de cortar 1660 milhões de euros nas pensões, abandonar o corte da TSU (Taxa Social Única) e o despedimento conciliatório, no dia 5 de Outubro cá estarei para que possamos conversar sobre um Governo que possa salvar o país, que possa pensar como reestruturar a sua dívida".

 

"Se me disser que sim, ou que vai pensar, já valeu a pena este nosso encontro, mas se me disser que não as pessoas vão ficar a saber que no dia 5 de Outubro o dr. António Costa pretende telefonar a Rui Rio ou a Paulo Portas", acrescentou a porta-voz do Bloco.

 

António Costa, porém, não respondeu ao repto e até deixou algumas farpas sobre o posicionamento político do Bloco de Esquerda.

 

O secretário-geral do PS referiu que a "governação não é algo de abstracto, mas sim algo de concreto para resolver a vida das pessoas", defendendo em seguida a necessidade de "uma esquerda com capacidade de governar, sem fantasias de nacionalização e sem estar dependente de propostas que implicam a ruptura com o euro, porque isso seria a maior tragédia para o rendimento das pessoas, sobretudo daqueles que, ganhando pouco, ficariam ainda com menos".

 

António Costa falou depois na concessão de meios para as empresas investirem, no alívio da carga fiscal, no aumento dos rendimentos das famílias e reiterou a sua proposta (antes contestada por Catarina Martins) de baixar de forma provisória as contribuições para a Segurança Social. "Queremos virar esta página", declarou.

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