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CDS: Proposta do PS para a segurança social é perigosa e radical

A deputada centrista Cecília Meireles quis hoje "repor a verdade" sobre as diferenças das propostas de reforma da segurança social apresentadas pela coligação e pelo PS, considerando a dos socialistas radical e perigosa.

Bruno Simão
Lusa 01 de Agosto de 2015 às 14:56
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Numa conferência de imprensa sobre "Segurança social e emprego", na sede do CDS-PP, em Lisboa, a deputada começou por negar que a proposta do seu partido pretenda privatizar a segurança social.

 

"É completamente falsa essa ideia", afirmou aos jornalistas, começando por explicar que a proposta da coligação é orientada para o futuro e para as gerações mais novas, enquanto a do PS abrange todos os trabalhadores actuais.

 

"A proposta da coligação dá a liberdade às gerações mais novas, estando prevista a permanência num sistema publico. A proposta do PS força qualquer trabalhador que queira manter a sua pensão futura a recorrer a um seguro privado, não havendo hipótese de manter os descontos no sistema público", afirmou.

 

Cecília Meireles explicou ainda que a proposta da coligação para a segurança social só se aplica a determinado limite de rendimentos, enquanto a do PS se aplica a quaisquer rendimentos.

"A proposta da coligação é sensata, moderada e orientada para o futuro, pretendendo contribuir para a sustentabilidade da segurança social", afirmou a deputada centrista.

 

Na sua opinião, a proposta do PS, pelo contrário, é "radical ou mesmo perigosa", pois "ao não explicar" onde vai buscar os cerca de 9 mil milhões de euros que retira nos próximos anos à segurança social, também não explica como vão ser pagas as pensões ao longo desses anos.

 

Na sexta-feira, num debate em Odivelas, o secretário-geral do PS acusou a coligação PSD/CDS de pretender "privatizar" a Segurança Social, ao introduzir no seu programa eleitoral uma proposta de plafonamento, e prometeu que não cortará nas pensões, caso vença as eleições.

 

"A Segurança Social vai perder 17% das suas receitas. Não é uma medida de estímulo à economia, mas sim uma capitalização do sector privado e uma descapitalização do sector público. Será um prejuízo que irá perdurar durante duas gerações", alertou António Costa.

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