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Costa diz que o INE prova que as contas da coligação são "uma ficção"

O secretário-geral do PS, António Costa, disse hoje que os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o défice tornam "claro" que o programa "fantasioso e aventureirista" de PSD e CDS assenta numa ficção.

Edgar Martins/Correio da Manhã
Negócios com Lusa 23 de Setembro de 2015 às 16:30
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"Ficou absolutamente claro que as contas daquele programa de estabilidade assentavam numa ficção. (...) Para todas as contas daquele programa baterem certas seria necessário uma redução muito significativa do serviço da dívida da República portuguesa ao longo dos próximos anos", vincou António Costa numa intervenção num almoço-comício em Águeda, no distrito de Aveiro.

O Governo de maioria, sustentou, passou "mais de um ano a disfarçar um problema que era indisfarçável", o do Novo Banco, e o Programa de Estabilidade apresentado em Bruxelas "foi por água abaixo e é absolutamente insustentável".

A capitalização do Novo Banco fez o défice orçamental de 2014 subir para 7,2% do Produto Interno Bruto (PIB), um valor que fica acima dos 4,5% reportados anteriormente, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que assinalou que as administrações públicas registaram um défice orçamental de 12.446,2 milhões de euros em 2014.

Já o documento programático socialista para as eleições, advogou Costa, "mantém-se sólido, credível e é a base de confiança para a produção de uma nova política". Ou seja, não precisa de ser actualizado com este novo valor do défice de 2014.

O líder do PS defendeu que Pedro Passos Coelho deve, perante o programa "insustentável" que apresenta, explicar quanto é que vai ter afinal de cortar nas pensões e aumentar os impostos para cobrir o "gigantesco buraco" aberto com as previsões da maioria para o futuro.

O INE, insistiu Costa, desmentiu a ideia do Governo de que o dinheiro injetado no BES "era da banca, não era dinheiro dos contribuintes, do Estado".

Os resultados do Fundo de Resolução, por integrar o sector público administrativo, "contam por isso para o défice", advertiu o líder socialista, que enalteceu o cenário "prudente, conservador e moderado" apresentado pelo PS no seu programa económico para as legislativas de Outubro.

"Milagre" da redução de dívida foi por água abaixo

O PSD e CDS, reforçou Costa, supunham que em 2015 "se produziria o milagre de uma redução da dívida pública em 5% do PIB", mas o que se ficou agora a saber "é que já com a dívida contraída pelo BES e ainda sem sabermos, mas com grande probabilidade de ter de haver nova injecção de capital público, (...) eles não conseguirão cumprir este ano esta redução de cinco pontos percentuais e isto significa que logo no primeiro ano de aplicação [do programa de estabilidade] as contas foram por água abaixo".

Lembrando que a maioria fez perguntas ao PS sobre as perspetivas económicas dos socialistas, perguntas essas que mereceram resposta detalhada, PSD e CDS "meteram a viola no saco" nessa matéria e "nunca mais se atreveram a pôr em causa a credibilidade das contas" apresentadas pelo PS.

Passos Coelho e Paulo Portas, concluiu Costa, não merecem confiança para o futuro, ao contrário do PS.
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