Legislativas Ferreira Leite acusa Costa de se "aproveitar" das mãos atadas em Belém

Ferreira Leite acusa Costa de se "aproveitar" das mãos atadas em Belém

A ex-presidente do PSD volta a falar de "ilegitimidade política" do líder socialista para chegar a primeiro-ministro, criticando a esquerda por anunciar o chumbo a programa de governo que "ainda ninguém conhece".
Ferreira Leite acusa Costa de se "aproveitar" das mãos atadas em Belém
Bruno Simão/Negócios
António Larguesa 30 de outubro de 2015 às 10:03

António Costa está a "aproveitar" a limitação circunstancial de poderes na Presidência da República – impossibilidade de dissolver a Assembleia e convocar eleições no final e no início dos mandatos – para tentar ascender ao poder. Esta é a perspectiva de Manuela Ferreira Leite, para quem o secretário-geral do PS "nunca teria tomado esta decisão" se Cavaco Silva e o seu sucessor não estivessem de mãos atadas.

 

"Há um ponto que é muito importante para a ‘ilegitimidade política’ do António Costa ser primeiro-ministro. É que ele nunca teria tomado esta decisão se não se estivesse a aproveitar de uma situação política absolutamente excepcional. (…) Foi nisso que ele jogou", referiu a ex-ministra das Finanças no programa "Política Mesmo", emitido pela TVI24.

 

Ferreira Leite recusou comentar a formação do novo Governo, empossado esta sexta-feira, 30 de Outubro, por ser "absolutamente deselegante e inútil" fazê-lo quando já se sabe que cairá no Parlamento dentro de dez dias. Esse chumbo já anunciado pelo PS, PCP e Bloco de Esquerda, "independentemente do que lá esteja", foi também alvo da crítica da comentadora. "É algo de grave. O programa de Governo não é um decalque do programa eleitoral. E o programa de Governo ainda ninguém conhece", frisou.

 

Para a antecessora de Passos Coelho na presidência dos social-democratas, Costa deveria assumir a liderança da oposição e viabilizar um governo minoritário de direita, pois o vencedor a 4 de Outubro foi a coligação e "o resultado de eleições não dá para interpretar". "Basta ter mais um voto para ganhar as eleições". "Não somos só democratas quando o nosso partido ganha as eleições, temos de ser sempre. Há quatro partidos que, não indo a eleições coligados, cada um por si não teve mais votos [do que PSD e CDS]", sentenciou.




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