Legislativas Passos reitera confiança no adiamento da venda do Novo Banco

Passos reitera confiança no adiamento da venda do Novo Banco

Numa entrevista à RTP 1, o actual primeiro-ministro comentou, ainda que pouco, a venda do Novo Banco. Afirmou também que os salários baixos são um problema estrutural da economia portuguesa e não uma consequência da crise.
Passos reitera confiança no adiamento da venda do Novo Banco
Bruno Simão/Negócios
Liliana Borges 17 de setembro de 2015 às 22:22

Pedro Passos Coelho reiterou que tem "toda a confiança" na decisão do adiamento da venda do Novo Banco. Recusando estender-se em comentários, "não por causa das eleições, mas pela estabilidade financeira de um banco que não é um banco qualquer", o actual primeiro-ministro disse apoiar a decisão do Banco de Portugal.

Em entrevista à RTP 1, esta quinta-feira, 17 de Setembro, o líder do PSD justificou: "se o Banco de Portugal crê que as condições não são as mais adequadas para garantir uma boa venda desse activo, achamos bem que retomem a operação quando as condições forem mais adequadas". Passos Coelho disse acreditar que "a directiva comunitária e o enquadramento legal que foi criado são os mais adequados".

Confrontado com os números do emprego e com uma reportagem do jornal Público que dá conta que muitos dos funcionários e auxiliares escolares no próximo ano lectivo têm cursos superiores, Passos Coelho disse ser importante que as pessoas tenham mais formações, mesmo quando não possam ter, no imediato, "o emprego que achem consentâneos com a sua formação".

Recorrendo a exemplos de outros países europeus, o primeiro-ministro não nega que o cenário ideal seria "uma economia que estivesse já a gerar um volume para receber as pessoas mais qualificadas". No entanto, sublinhou que "se pode concluir" que "com maior formação temos mais oportunidades e uma remuneração mais elevada".

"É muito importante que as pessoas tenham mais qualificações, mesmo sem os empregos que desejam. Naturalmente, gostaríamos que houvesse um ritmo de formação de emprego mais qualificado", disse.

"Também sei que há pessoas que têm muitas qualificações onde há emprego, na área da tecnologia, electrónica, tecnologias da informação", disse, aludindo a um retrato "parcial" na comunicação social. "Há pessoas que escolhem áreas da formação, e eu tenho de respeitar as escolhas que fazem, mas escolhem áreas mais saturadas", salientou, justificando a dificuldade ao procurar uma colocação num emprego que é menos requerido.

Ainda no emprego, o primeiro-ministro foi confrontado com números que apontam que um em cada cinco portugueses recebe o salário mínimo e disse que esse era um problema estrutural e não uma consequência da crise que tivemos. "Portugal é um país relativamente pobre e nos últimos 20, especialmente 15, anos, em vez de se aproximar da média da União Europeia, afastou-se".

"Uma das causas do nosso insucesso foi aplicar uma parte relevante em áreas que não foram competitivas", acusou o primeiro-ministro, referindo-se às políticas socialistas dos anteriores governos. "Andámos a construir obras públicas, a estimular o consumo, numa área económica que não era a produtiva", afirmou. "Consequentemente endividámo-nos, as medidas não nos trouxeram dinheiro, aumentámos o desemprego estrutural e o país teve o desempenho mais medíocre na União Europeia".




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