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Passos defende que a coligação tem o apoio do "país simples"

O primeiro-ministro considera que Portugal tem de estar preparado para o surgimento de possíveis riscos externos, pelo que pede estabilidade para governar. Passos defendeu ainda que a coligação PSD-CDS tem o apoio do "país simples".

Correio da Manhã
Lusa 30 de Setembro de 2015 às 16:44
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O presidente dos sociais-democratas, Pedro Passos Coelho, dirigiu-se hoje aos "incrédulos" em apoiar a coligação PSD/CDS-PP, considerando que não entendem "o país simples" e comparando-os a um automobilista em contra-mão.

 

"Há em alguns sectores alguma dificuldade em perceber como é que um Governo que fez um programa tão difícil, que aplicou medidas tão duras, ainda possa encontrar nos portugueses o apoio de que precisa para continuar a governar. Há quem não entenda aquilo que o país simples, os portugueses simples entendem com muita clareza", afirmou o presidente do PSD e primeiro-ministro.

 

Num almoço comício da coligação PSD/CDS-PP, em Lamego, Passos Coelho acrescentou que há pessoas que "nunca percebem a realidade, porque a vêem de uma forma muito especial", como "aqueles condutores que vão em contra-mão" e pensam que todos os outros é que "são malucos" e estão em sentido contrário.

 

"Há pessoas assim, que têm o condão de ver tudo às avessas do que a generalidade das pessoas vê. Essas pessoas continuarão a não perceber o que se passou nem o que se passa em Portugal. Não as podemos ajudar, a não ser dizer-lhes que olhem para as coisas como elas são", completou.

O líder do PSD pediu estabilidade para governar, defendendo que os próximos dois anos serão decisivos para Portugal se preparar para eventuais imprevistos externos, com uma política de prudência.

"Eu acho que os próximos dois anos serão decisivos para que Portugal se ponha naquela posição de estar fora de pressão", afirmou Pedro Passos Coelho, num almoço da coligação PSD/CDS-PP, em Lamego, no distrito de Viseu.

"Se nos próximos dois anos estivermos mais preocupados com os arranjos políticos que permitirão que um ou outro Governo apareça, se os próximos anos forem anos de crise política e de instabilidade voltaremos a pôr-nos à mercê das circunstâncias, e elas podem ser boas ou más", advertiu.

Segundo o presidente do PSD, Portugal precisa de se preparar para o futuro, o que "obriga a ser prudente, gradual, reformista", e implica também "apressar o pagamento das dívidas", para ficar "ao abrigo de qualquer perturbação que possa surgir lá fora, não ser apanhado desprevenido".

"Se fizermos o nosso trabalho de casa, e se tivermos uma condição estável para governar, então, aconteça o que acontecer, nós estaremos prevenidos, e estaremos mais coesos para fazer face a qualquer imprevisto que apareça. E garanto-vos que, se nenhum imprevisto acontecer, é então fantástico, porque isso ainda será muito melhor para todos nós", acrescentou.

Nesta intervenção, Passos Coelho considerou que os portugueses sentem "alívio" pelo fim do período de resgate externo e querem "aproveitar as boas condições" actuais: "Então têm de guardar na época boa para a época menos boa".

O presidente do PSD voltou a prevenir que esta "conjuntura externa mais favorável" - com petróleo e juros mais baixos e o euro "mais competitivo" para as exportações - não dura para sempre, e insistiu que é preciso governar com prudência.

"A minha mensagem principal é esta: o futuro prepara-se agora. Sempre que temos de actuar quando é tarde demais o preço a pagar é sempre muito elevado. Foi assim por três vezes em 41 anos de democracia. Porque não haveremos de ter direito a ser uma democracia sem sobressalto?", questionou.

"Para isso, o país tem de ter uma maioria no parlamento", concluiu.

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