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Paulo Portas: "A coligação espera com serenidade que o Presidente da República indigite Passos Coelho"

Paulo Portas considera que "António Costa não tem bem noção do sentimento que está a gerar na sociedade portuguesa". E defende que os portugueses votaram para que a coligação e o PS se entendessem.

Paulo Duarte
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 16 de Outubro de 2015 às 16:41
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"Quem deve formar Governo é absolutamente - do ponto de vista da Constituição - quem vence" as eleições, afirmou Paulo Portas à saída das reuniões com parceiros sociais. "Quebrar esse princípio não é bom para o nosso sistema. É, por isso, que a coligação espera com serenidade que o Presidente da República indigite o Dr. Pedro Passos Coelho para formar Governo", acrescentou.

"Está em curso uma tentativa de alterar o princípio de bom-senso" que vigora em Portugal. "E, por ventura, o Dr. António Costa não tem bem noção do sentimento que está a gerar na sociedade portuguesa", criticou. Paulo Portas considera que "não são apenas os eleitores" que votaram na coligação PSD/CDS que sentem que alguém está a tentar "sequestrar o seu voto. São também muitos portugueses que não votaram na coligação, mas que são democratas e que não querem rupturas" que tornem inviável uma convivência democrática.

 

"A questão de saber ganhar e saber perder é muito importante em democracia", sublinhou, após um encontro com a CIP.

 

Paulo Portas considera que a coligação Portugal à Frente (PàF) fez a "leitura correcta" do resultado das eleições legislativas. "As pessoas querem que a coligação governe. Querem que a coligação chegue a compromissos com o único partido que partilha" uma política compatível e que se adequa ao euro, à Europa e ao tratado transatlântico.

 

"Do meu ponto de vista, PSD e CDS souberam ganhar com humildade", mas "sabemos que não nos deram a maioria absoluta", pelo que a PàF iniciou o processo de negociações com o PS, com "disponibilidade de abrir o programa ao PS e através da nossa proposta, ou de uma contraproposta, que nunca recebemos", procurar uma saída boa para Portugal.

 

"A meu ver o PS até agora não soube perder com o princípio de dignidade que é respeitar a vontade dos eleitores. A coligação não recebeu até hoje uma só linha escrita do PS no sentido de nos dizer se considera que se a nossa proposta não é suficiente o que seria para eles", criticou. E é por este comportamento, defende o líder do CDS, que "os portugueses podem medir quem está neste processo com autenticidade."

 

Paulo Portas considera ainda que não é credível fazer um acordo com o Bloco de Esquerda ou o Partido Comunista, uma vez que afectará a governabilidade, e "não fará certamente bem à confiança de Portugal."

 

"Temos de estar à altura da vontade expressa dos portugueses", reiterou, criticando a postura do PS que tem feito reuniões com a coligação, com oposição às medidas do PSD/CDS sem apresentar contrapropostas, e ao mesmo tempo encontros com o BE e o PCP "onde tudo corre bem."

(Notícia actualizada às 16h53 com mais declarações)

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