Legislativas Paulo Portas diz que "prometer tudo a todos num instante é impossível"

Paulo Portas diz que "prometer tudo a todos num instante é impossível"

O vice-primeiro-ministro enfatizou a moderação das propostas da coligação, por oposição ao radicalismo do PS. Agradeceu aos portugueses e descreveu o programa PSD/CDS como "marcadamente social".
Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios Miguel Baltazar/Negócios
Miguel Baltazar - Fotografia

O vice-primeiro-ministro foi o primeiro a intervir, ao início da noite, para apresentar o programa da coligação Portugal à Frente. Começou por agradecer aos portugueses, que "fizeram sacrifícios para tirar Portugal da bancarrota e salvarem o bem comum de todos contra uma insolvência iminente". Logo depois, dirigiu as críticas ao PS, o que seria uma constante nesta apresentação. Primeiro, porque os socialistas não pediram "desculpa". Depois, porque propõem um caminho de radicalismo.


"Este programa é gradual, etapa por etapa. Outros prometem tudo num instante", acusou Paulo Portas. "Os portugueses bem sabem que mais vale um pássaro na mão do que dois a voar. Prometer tudo a todos num instante é simplesmente impossível", prosseguiu o vice-primeiro-ministro.


Paulo Portas insistiu em diferenciar as propostas dos dois blocos. "Quero destacar como é importante que os portugueses percebam

Este programa é gradual, etapa por etapa. Outros prometem tudo num instante.
Paulo Portas

como há moderação no programa da coligação que contrasta com o radicalismo de algumas soluções do maior partido da oposição". Um dos exemplos desse "radicalismo" é o que os socialistas propõem para a Segurança Social: "na prática um plafonamento obrigatório" que "muda as regras dos actuais trabalhadores" e "não permite liberdade de escolha".


"O PS causa um enorme problema à sustentabilidade da Segurança Social", acrescentou Portas. Isto porque o "sistema de Segurança Social é de repartição, são as actuais contribuições que pagam as actuais pensões". Por isso, "quem faz um corte abrupto nas actuais contribuições está a causar um problema não confessado no pagamento das actuais pensões".


Portas prometeu "vertebrar a classe média", retirando pessoas da pobreza, e garantiu que a coligação vai "estimular fortemente a contratação de desempregados", atribuindo bonificações às empresas que o façam. "Viveremos agora um tempo de desenvolvimento social que é diferente e para isso também apresentamos um programa" nesse sentido, que na prática garante "um Estado social viável que vai chegar a mais portugueses e com maior e melhor proximidade".


A terminar, Portas deixou o repto: "mãos à obra, vamos ganhar".




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