Legislativas Paulo Portas: Não se pode transformar "uma derrota nas urnas" numa "espécie de vitória de secretaria"

Paulo Portas: Não se pode transformar "uma derrota nas urnas" numa "espécie de vitória de secretaria"

A coligação Portugal à Frente é a grande vencedora das legislativas, sublinhou Paulo Portas, acrescentando que os portugueses não aceitariam uma "vitória de secretaria"
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Catarina Almeida Pereira 04 de outubro de 2015 às 23:51

Os portugueses disseram com "total clareza" que queriam o PSD e o CDS a governar, mas não deram à coligação uma maioria absoluta, admitiu Paulo Portas. "Saberemos ler e respeitar essa dupla circunstância. Isso implica esforço de política de abertura e de compromisso", começou por dizer, num discurso no hotel Sana, em Lisboa.

Sublinhando que os resultados são "o oposto" de algumas expectativas e do pedido expresso de vitória do PS, o líder do CDS referiu-se indirectamente à possibilidade de uma aliança entre o PS e os partidos à esquerda.

"Não é por isso possível tentar transformar uma derrota nas urnas numa espécie de vitória de secretaria. Ou tentar opor uma maioria negativa e de instabilidade num país que está a viver um momento de recuperação" e precisa de gerar mais emprego, disse.

Apesar de ter reconhecido a subida do Bloco de Esquerda – que já elegeu 18 deputados, contra os oito de 2011 – Paulo Portas sublinhou a diferença entre Portugal e Espanha ou a Grécia.

"A larga maioria do parlamento continua a ser formada com os partidos do arco da governabilidade" e que a evolução destes partidos, expressa hoje, "não tem nada a ver com o que já vimos acontecer na Espanha e na Grécia. Tudo indica aliás, a esta hora, que o CDS terá em condições de por si ou ex-áqueo ser o terceiro grupo parlamentar", referiu.

"Os portugueses não perdoariam que a sua vontade expressa democraticamente fosse desrespeitada" e não compreenderiam "que se promovesse qualquer espécie de guerrilha".

"É tempo de compromisso", disse Paulo Portas.

A coligação Portugal à Frente alcançará entre 38 a 43% dos votos (108 a 116 deputados) enquanto o PS terá entre 30 a 35% (80 a 88 deputados), de acordo com as projecções da Univesidade Católica, divulgadas às 20 horas pela RTP.

Em 2011, somando mais de 50% dos votos, a coligação conseguiu 132 deputados.

O BE pode conseguir 8% a 11% dos votos (16 a 20 deputados), a CDU (PCP/Os Verdes) 07 a 09% (13 a 17 deputados) e o Livre Tempo de Avançar cerca de 1% dos votos (podendo eleger um deputado), de acordo com a mesma projecção.




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