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PCP: Dar posse à direita "será manifesta perda de tempo"

Após o encontro com o Presidente da República, o líder do PCP reafirmou que António Costa tem condições para formar Governo. Dar posse a Passos será, por isso, uma perda de tempo.

Miguel Baltazar/Negócios
Elisabete Miranda elisabetemiranda@negocios.pt 21 de Outubro de 2015 às 11:18
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À saída da reunião com o Presidente da República, Jerónimo de Sousa fez uma declaração breve e sem direito a perguntas, para reafirmar que o PS tem oportunidade de formar Governo alternativo ao da direita, se quiser; e para dizer que, face a isto, o Presidente da República não deve sequer indigitar Passos Coelho como primeiro-ministro.

Segundo o líder do PCP, o PS tem condições para formar Governo e para governar com políticas alternativas à austeridade dos últimos anos. Jerónimo de Sousa garantiu que há condições para uma solução de governação "duradoura", mas sublinhou que tal depende das políticas que forem adoptadas: a solução será "tanto mais duradoura conforme defender os interesses nacionais".

Face a isto, Jerónimo diz ter reportado ao Presidente da República que considera que o PSD e o CDS não reúnem condições para que Passos Coelho possa ser indigitado primeiro-ministro. "Isso, a acontecer, será uma manifesta perda de tempo", rematou o líder comunista.

 

Numa curta intervenção sem direito a perguntas, ao contrário do que aconteceu com os anteriores lideres partidários que já foram recebidos por Cavaco Silva, ficou por esclarecer em que pé estão as negociações entre o PCP e o PS, quais as exigências concretas que os comunistas colocam em cima da mesa, e que tipo de solução estável estão dispostos a garantir.

Tal como o Negócios adianta na edição desta quarta-feira, as negociações com o Bloco de Esquerda entraram na recta final, á medida que os dois partidos foram aproximando posições desde o ritmo de devolução de salários, a taxa social única ou o descongelamento das pensões, entre outras. Já com o PCP, o acordo assume contornos menos claros, com os comunistas a não quererem enveredar por um processo negocial técnico, semelhante ao do BE.

 

O PCP e o PS têm esta quinta-feira uma nova ronda negocial, sendo certo que António Costa já garantiu que tem uma solução de governo que garante maior estabilidade do que a da direita. Catarina Martins fez declarações no mesmo sentido. 

Falta também saber o que fará o Presidente da República num cenário em que se efective um acordo à esquerda. Se indigitará directamente António Costa, se preferirá seguir todas as etapas, começando por indicar Passos Coelho. 

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