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Portas: "As insinuações são muito mau caminho. Quem sabe alguma coisa deve dizê-lo"

O líder do CDS comentou as afirmações de António Costa sobre eventuais surpresas económicas e financeiras que estarão a ser escondidas pela coligação PSD/CDS como insinuações que descredibilizam Portugal internacionalmente.

Liliana Borges LilianaBorges@negocios.pt 19 de Outubro de 2015 às 23:16
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"Não são acusações, são insinuações." Esta é reacção de Paulo Portas às afirmações de António Costa, líder do Partido Socialista, feitas na última sexta-feira, 16 de Outubro, e que acusam a coligação PSD/CDS de "omissões gravíssimas" a propósito de dados económicos e financeiros sobre a situação do país.

"Não creio que haja nenhuma surpresa", respondeu o ainda vice-primeiro-ministro quando questionado sobre a eventualidade de se confirmarem essas suspeitas levantadas por Costa.

"Em política, como na vida, as insinuações são muito mau caminho. Quem sabe alguma coisa, deve dizê-lo", desafiou Portas, em entrevista à TVI24. O secretário-geral do CDS-PP destacou que estas acusações ganham intensidade na sua gravidade uma vez que "lesam a credibilidade de um país e chegam rapidamente lá fora".

"Ao contrário do que sucedia há quatro anos - e o PS sabe alguma coisa do que é esconder contas públicas -, actualmente, as contas públicas são auditadas por um conjunto de identidades externas ao Governo, como o Conselho de Finanças Públicas, a UTAO [Unidade Técnica de Apoio Orçamental], o Banco de Portugal e os credores de Portugal", destacou Paulo Portas.


O líder do CDS afirmou também que todos os problemas que foram mencionados foram discutidos na campanha eleitoral. "Seja a TAP e o seu problema de tesouraria, que é conhecido, seja a investigação pela DGO [Direção-geral do Orçamento] ao Banif, sejam as questões no Novo Banco."

Sobre um futuro de "indefinição política", Portas antevê um cenário "gravíssimo", afirmando que contribuirá "para minimizar esse risco". "Acho que é muito grave o risco que vamos correr, depois de um enorme esforço feito pela generalidade dos portugueses". "O Partido Socialista deixou muito a desejar nesta matéria", concluiu.

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