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Portas: “Connosco não há risco de uma troika qualquer voltar a Portugal”

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, prometeu este sábado, 12 de Setembro, à classe média que com a coligação "não há risco de uma 'troika' qualquer voltar a Portugal", aconselhando os indecisos a "acrescentar certeza política" com o aumento da incerteza económica mundial.

Lusa 13 de Setembro de 2015 às 00:43
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"O conselho que dou do ponto da vista da escolha dos portugueses é muito simples: quanto mais houver sinais de incerteza económica no mundo, mais os portugueses devem acrescentar certeza política à situação em Portugal", disse Paulo Portas, dirigindo-se aos indecisos nestas eleições legislativas, no discurso do jantar de pré-campanha da coligação, que decorre este sábado na Alfândega do Porto.

O parceiro de coligação e de Governo de Pedro Passos Coelho falou ainda directamente para a classe média, que disse ser "a espinha dorsal de um país", e deixou uma garantia: "connosco não há risco de uma 'troika' qualquer voltar a Portugal".

"Connosco não há novos resgates, connosco haverá capacidade para melhorar os salários da função pública, garantir a integridade das pensões, eliminar progressivamente a sobretaxa, continuar a redução do IRC para garantir o investimento e o emprego e melhorar as políticas de apoio à família. Vão por este caminho, não arrisquem voltar ao caminho que levou a 2011", apelou.

Paulo Portas deixou ainda a promessa de que "com gradualismo e progressivamente é possível melhorar os rendimentos e moderar os impostos" porque esta maioria controla o défice e a dívida.

"Aqueles que prometem tudo a todos e depois disparam o défice e a dívida ou estão iludidos ou estão a mentir", condenou.

O líder do CDS-PP considerou que "sobre herança, a única coisa que é relevante é que Governo não se esqueceu que chegou em 2011 e "encontrou Portugal em situação de emergência, a casa estava literalmente a arder".

"Digo com a força toda da minha alma de português a mesma coisa que disse em 2011: eu farei tudo o que estiver ao meu alcance para que a terceira vez em 40 anos da democracia em que tivemos o FMI em Portugal tenha sido mesmo a última vez", prometeu.

Portas admitiu, no Porto, que a personalidade política que mais o marcou foi Francisco Sá Carneiro e recordou o caminho difícil e com sofrimento que os portugueses fizeram, detalhando que a causa da recessão veio com o resgate e a causa da retoma com as medidas do Governo.

O vice-primeiro-ministro enfatizou ainda que quem garante mais confiança para o crescimento que traz os empregos "é a coligação e não o regresso ao passado do PS".

Paulo Portas citou ainda Agustina Bessa Luís: "o país não precisa tanto de quem diga o que está errado, o país precisa mais de quem saiba o que está certo".

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