Legislativas PSD e CDS vão coligados às eleições legislativas

PSD e CDS vão coligados às eleições legislativas

Os líderes dos dois partidos confirmaram esta noite, numa declaração conjunta, que o PSD e CDS/PP decidiram formar uma coligação pré-eleitoral para as eleições legislativas deste ano.
Miguel Baltazar Miguel Baltazar Miguel Baltazar Miguel Baltazar Miguel Baltazar

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas anunciaram este Sábado, 25 de Abril, que o PSD e o CDS/PP decidiram formar uma coligação pré-eleitoral entre os dois partidos para as eleições legislativas de 2015 que deverão decorrer entre finais de Setembro e início de Outubro.

 

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas assinaram uma declaração conjunta que formaliza a coligação para as eleições legislativas. Portas explicou que a aliança se faz em nome do "interesse de Portugal", Passos sublinhou que o objectivo é prosseguir o "projecto que está a recuperar o país".

 

Passos Coelho, que falou em segundo lugar, começou por dizer que "nunca antes se fez em Portugal uma coligação que trouxesse tanta estabilidade e tanta confiança ao País". E isso aconteceu "apesar das diferenças significativas entre os nossos dois partidos". 

 

Portas lembrou que "PSD e CDS foram chamados a governar com a casa a arder" e enquanto "outros trouxeram a troika, a nós coube-nos o encargo de a fazer sair".

 

Esta cerimónia teve início pelas 20h10, sem a presença de dirigentes dos dois partidos na assistência. Em fundo, estavam oito bandeiras, duas de cada um dos partidos, duas Portugal e duas da União Europeia, intercaladas, constatou a Lusa no local.

 

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas entraram lado a lado na sala, o primeiro de cravo vermelho ao peito, e fizeram curtas intervenções. Primeiro falou o presidente do CDS-PP, depois o do PSD. Seguiu-se a assinatura da declaração conjunta, selada com um aperto de mão, perto das 20:25.

 

Esta declaração conjunta de Pedro Passos Coelho e de Paulo Portas não tinha sido antecipada até hoje à tarde quando foi divulgada, pelas 15h00, pelas assessorias de imprensa do PSD e do CDS-PP, uma nota que não indicava o tema.

 

"Decidimos propor aos órgãos nacionais do PSD e do CDS a formação de uma aliança para as eleições legislativas de 2015, visando garantir que Portugal terá, nos próximos quatro anos, um Governo estável e maioritário", refere a declaração conjunta que foi assinada pelos dois líderes partidários. 

 

"Estamos convencidos que uma aliança entre o PSD e o CDS, aberta a independentes e com espírito de renovação, é a opção mais credível de governo para a próxima legislatura", refere a declaração, acrescentando que "o PSD e o CDS devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para vencer as próximas eleições, alargar a sua base de apoio e evitar o risco de Portugal desperdiçar o caminho feito e regressar a políticas erradas e ilusões perigosas".

 

Em 2011 os dois partidos candidataram-se separadamente às eleições legislativas assinando depois um acordo político e programático para a formação do novo Governo no dia 16 de Junho. Nas eleições de 2011, que decorreram a 5 de Junho, o PSD teve 38,65% dos votos e o CDS 11,7%. O PS teve 28%.

 

É a primeira vez desde 1979 que o PSD e o CDS se coligam para se candidatarem a umas legislativas. A Aliança Democrática, assim denominada, foi assinada por Francisco Sá Carneiro, líder do PSD, Diogo Freitas do Amaral, do CDS, e Gonçalo Ribeiro Teles.

 




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