Legislativas Rating da dívida só sobe se for a coligação a ganhar, avisa Passos

Rating da dívida só sobe se for a coligação a ganhar, avisa Passos

Passos Coelho deu a entender que é essencial que a coligação PSD/CDS vença para o rating da dívida soberana poder baixar. O primeiro-ministro disse ainda que, sem maioria absoluta, o próximo Governo não dura muito.
Rating da dívida só sobe se for a coligação a ganhar, avisa Passos
Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões 29 de julho de 2015 às 22:08

As agências de rating estão à espera de saber quem ganha as eleições para decidirem se vão subir o rating. Se for a coligação Portugal à Frente a ganhar, o rating sobe, afiançou esta quarta-feira Passos Coelho, durante a apresentação do programa eleitoral da coligação PSD/CDS, intitulado "Agora Portugal pode mais". Passos deixou ainda um aviso: um Governo sem minoria enfrenta eleições antecipadas.

 

"No plano interno e externo teremos de manter o prestígio para aumentar o prémio de ser cumpridor, consistente e determinado nas nossas escolhas", começou por dizer Passos Coelho. Depois, o primeiro-ministro lembrou que disse "há muito tempo" aos portugueses "que a melhoria de rating da dívida portuguesa seria um resultado das escolhas dos portugueses".

 

Ora, "as empresas de rating estão à espera do resultado das eleições para saber se o que se passou nestes anos foi assim porque não tínhamos alternativa ou porque sabemos o que queremos fazer para futuro". Portanto, "se essa resposta for inequívoca do lado dos portugueses, conseguiremos, no plano interno e externo, um prémio que não é para o Governo, é para ser colocado ao serviço das empresas e das famílias", afiançou, numa alusão à subida da notação da dívida portuguesa.

 

Nas três principais agências de rating (Fitch, Standard & Poor’s e Moody’s), a dívida portuguesa está classificada como "lixo", num patamar de investimento especulativo. Só na canadiana DBRS é que a dívida portuguesa é avaliada com "investment grade".

 

Sem maioria, eleições são inevitáveis

 

Passos Coelho afirmou ainda que "se o resultado for escasso ou incerto", nas eleições de 4 de Outubro, "muito do tempo de que podíamos beneficiar para executar estas políticas será gasto a pensar na próxima eleição ou campanha". Ou seja, um Governo minoritário não será capaz de se manter em funções durante muito tempo, abrindo caminho à necessidade de eleições antecipadas.

 

"Queremos estar ao serviço dos portugueses e de Portugal, mas isso é uma escolha que cabe inteiramente aos portugueses e que aguardaremos com toda a humildade", concluiu Passos Coelho.




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