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Subida do défice de 2014 “até é tranquilizadora”, diz Portas

O presidente do CDS não se mostra preocupado com a revisão do défice de 2014 por causa do Novo Banco. É que trata-se de uma revisão meramente contabilística, num ano que já está fechado e, assim, não afecta as contas de 2015.

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 23 de Setembro de 2015 às 20:04
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Paulo Portas disse esta quarta-feira que a revisão do défice de 2014 de 4,5% para 7,2% devido ao impacto do Novo Banco será praticamente inofensiva para os portugueses – e, consequentemente, para a própria campanha da coligação. Isto porque "o que acontece é um registo estritamente contabilístico, num défice que está fechado". E "isso é até tranquilizador, em primeiro lugar porque não tem impacto sobre as contas de 2015 ou dos próximos anos".

 

O facto de a revisão do défice afectar as contas de 2014 significa que "não tem consequências para a vida dos portugueses como contribuintes", nem "tem impacto nas nossas metas orçamentais, nos nossos compromissos orçamentais". "Trata-se de um registo contabilístico num défice que está fechado, não altera as contas de 2015, não altera a vida das pessoas e não afecta os nossos compromissos orçamentais", insistiu, em declarações à SIC.

 

"Se porventura a opção tivesse sido a nacionalização [do BES], ou se o Banco de Portugal tivesse proposto ou decidido a nacionalização em vez de decidir a resolução, aí as consequências orçamentais podiam ser mais complicadas", acrescentou o número dois da coligação Portugal à Frente.

 

Além disso, "os números do INE apontam para mais dois factos que considero especialmente relevantes", vincou ainda. "O primeiro é que o défice do primeiro semestre de 2015 está ponto e meio melhor do que o de 2014", o que significa que "estamos no caminho certo para cumprir pela primeira vez a meta do défice abaixo de 3%".

 

Esse percurso nos primeiros seis meses do ano dão boas perspectivas para o último semestre. "Se fizer o mesmo exercício, estimando as tendências do segundo semestre desde sempre, verá que poderemos terminar o ano abaixo de 3%", desafiou. "Creio que vamos chegar a um défice inferior a 3%", repetiu. Recorde-se que o Governo prevê ter um défice de 2,7% este ano.

 

Dívida também está com tendência de descida

 

Portas também viu dados positivos no que toca à dívida pública nos dados divulgados esta quarta-feira pelo INE. "Há um ponto que INE salienta que é muito importante. Tínhamos uma dívida na casa dos 130% do PIB no ano passado, e este ano terminaremos com ela em 125%. A tendência é de descida", assinalou.

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