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Vice-presidente do PSD "atira" PS para fora do Governo

Em entrevista ao Diário de Notícias, José Matos Correia considera "uma fraude" e "politicamente ilegítimo" um eventual entendimento à esquerda para governar.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 09 de Outubro de 2015 às 12:06
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O vice-presidente do PSD, José Matos Correia, esclarece que a hipótese de ter o PS num governo de bloco central "não se colocou [na campanha] nem se coloca". Os dois partidos da direita, que concorreram coligados nas legislativas, reuniram-se esta sexta-feira, 9 de Outubro, com o secretário-geral socialista, António Costa.

"Procuraremos no PS um espírito de negociação, de abertura, de diálogo, de compromisso para encontrar as soluções de estabilidade de que o país precisa. Mas não apresentámos ao eleitorado qualquer proposta de alargar a área governativa a outros partidos. Se o fizéssemos estaríamos a defraudar os eleitores", disse o responsável político em entrevista ao Diário de Notícias.

Confrontado com a mensagem do Presidente da República, que frisou a necessidade de entendimento para a formação do governo, José Matos Correia "não [dá] outra interpretação às palavras" de Cavaco Silva, que não a de que "o país precisa de estabilidade, de uma solução governativa que garanta que o caminho da retoma do crescimento, da criação de emprego e do combate às desigualdades, possa ser prosseguido".

No dia em que os dois blocos políticos mais votados nas eleições se juntam na sede nacional do PSD, o vice-presidente dos social-democratas expressou ainda a disponibilidade para negociar com o PS um conjunto de matérias", dando o exemplo da Segurança Social e do Orçamento do Estado para 2016. Mas avisou, logo à partida, que "não há margem" para baixar o IVA na restauração, como pretendem os socialistas.

Já quanto à possibilidade de um governo liderado pelo PS e que envolvesse o apoio do PCP e do Bloco de Esquerda, Matos Correia está "absolutamente convicto de que isso não irá acontecer" e considera mesmo "uma fraude" e "politicamente ilegítimo" um eventual entendimento "entre quem confia que Portugal na Europa e no euro é a melhor solução e entre quem rejeita totalmente esses pressupostos".

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